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Trump diz que Irão tem "um presente muito grande" para dar aos EUA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu que há negociações em curso para alcançar um acordo sobre a guerra desencadeada em conjunto com Israel contra o Irão, que tem “um presente muito grande” para oferecer a Washington.

"O que disse anteontem [segunda-feira] é absolutamente verdade. Estamos em negociações neste momento", afirmou Donald Trump em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

O líder norte-americano indicou que o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, estão envolvidos no processo de diálogo, até agora negado por Teerão.

Nas suas declarações por ocasião da tomada de posse do novo secretário da Segurança Interna, Markwayne Mullin, Trump disse que o Irão tem “um presente muito grande” para os Estados Unidos.

Sem apresentar detalhes, descartou que o suposto presente esteja ligado ao programa nuclear iraniano, mas admitiu que está “relacionado com o fluxo de petróleo e gás no Estreito de Ormuz”, colocado sob ameaça militar por Teerão, o que fez disparar os preços de hidrocarbonetos à escala global.

“Ontem [segunda-feira] fizeram algo incrível. Na verdade, deram-nos um presente, e o presente chegou hoje. Foi um presente muito grande, de enorme valor económico. Não vou dizer qual é o presente, mas foi muito significativo. E deram-nos”, afirmou.

O Presidente norte-americano acrescentou que se trata de "um gesto muito gentil", que demonstra que a Casa Branca está a "lidar com as pessoas certas", e ao mesmo tempo um sinal de que o Irão "chegará a um acordo" para pôr fim ao conflito iniciado pela ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro.

Após os assassínios de altos dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, houve uma "mudança de regime" na República Islâmica, segundo Trump, e os atuais representantes de Teerão "são muito diferentes” daqueles que, antes do conflito, “criaram todos estes problemas".

O Presidente norte-americano anunciou na segunda-feira um prolongamento de cinco dias no prazo de 48 horas que estabelecera dois dias antes para começar a atacar instalações energéticas iranianas, caso Teerão não desbloqueasse o Estreito de Ormuz.

Mais tarde, indicou que Washington e Teerão tinham encontrado "pontos de concordância importantes" durante negociações com um representante iraniano que não identificou.

O Irão negou conversações com os Estados unidos, embora tenha reconhecido a existência de contactos.

O Paquistão confirmou hoje que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, para pôr fim à guerra.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou na rede social X que, "com a aprovação dos Estados Unidos e do Irão, o Paquistão está disposto e honrado para acolher negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente” para o conflito em curso.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos como “uma farsa", negando qualquer diálogo com Washington.

"O Irão considera o pedido de negociações dos Estados Unidos como uma nova tentativa de dissimulação para se reagrupar e, encontrar brechas” com vista a “intensificar novamente os ataques", declarou na rede social X a representação iraniana em Islamabad.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou pelo seu lado na segunda-feira que o Presidente norte-americano acredita na possibilidade de “alcançar os objetivos da guerra” através de um acordo com o Irão, mas advertiu que Israel vai defender os seus “interesses vitais em qualquer circunstância”.

Março 25, 2026 . 08:30

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