
Nasce em Viseu um “instituto estrela que vai dar luz por muitos anos”
O STAR Institute quer afirmar-se como uma nova referência na investigação e inovação em Portugal e a inauguração oficial do Centro de Tecnologia e Inovação, no campus do Instituto Politécnico de Viseu, mostrou bem a ambição do projeto. A cerimónia reuniu o primeiro-ministro, Luís Montenegro, autarcas, empresários e representantes de várias entidades da região.
Para o presidente do STAR Institute, Elísio Oliveira, este é mais do que um novo edifício, é “um momento de concretização de um propósito e a afirmação de um desígnio comprometido com a região e com o país”. Sublinhou que o objetivo passa por criar “uma infraestrutura de investigação, inovação e demonstração essencial” para apoiar a cadeia de abastecimento e o desenvolvimento de novos produtos.
O responsável explicou ainda que o centro nasce vocacionado para apoiar o tecido empresarial, sobretudo o setor automóvel e áreas adjacentes. “Este centro dedica-se à investigação e à inovação assumindo-se como um suporte tecnológico para as empresas da nossa região e dos territórios envolventes”, afirmou.
O investimento ronda os cinco milhões de euros, cerca de 3,5 milhões para a construção do edifício e mais 1,5 milhões para equipamento tecnológico, permitindo intervenções em áreas como digitalização e automação, robótica avançada, energia, materiais e prototipagem industrial. Elísio Oliveira revelou ainda que o centro já trabalha com empresas como a Lear, a Sonae, a Stellantis, a Borgstena e a ALS.
O presidente do Instituto Politécnico de Viseu, José Costa, falou num “dia de felicidade para Viseu e região”, considerando que o STAR Institute representa “um lugar ganhador de encontro entre o conhecimento científico e as empresas”.
Também o presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, lembrou “a longa caminhada” necessária para chegar à inauguração do centro, classificando-o como “um feliz encontro entre público, privado e ensino, numa junção de vontades”. Para o autarca, o projeto reforça a posição de Viseu como “uma terra de oportunidades e futuro”.
João Azevedo acredita que esta nova infraestrutura “vai ajudar as empresas a desenvolver novos programas” e, num tom simbólico, descreveu-a como “um instituto estrela que vai dar luz por muitos anos”.
Na reta final da cerimónia, o primeiro-ministro Luís Montenegro destacou o potencial da região e o impacto estratégico do novo centro. Para o chefe do Governo, este projeto “faz emergir o aproveitamento de todo este potencial no território”, apostando “na inovação e na tecnologia” e na capacidade de “aplicar o fruto da pesquisa e da investigação”.
O primeiro-ministro considerou ainda que esta estratégia representa exatamente o modelo de desenvolvimento que o executivo pretende para o país, que é “querer deixar Portugal melhor do que quando o encontrámos”.







