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Cristóvão Francisco renuncia à presidência do Académico

O presidente da direção do clube viseense, que ainda festeja a subida à I Liga, acaba de renunciar ao cargo apontando razões “de natureza pessoal e profissional”

O presidente da direção do clube viseense, que ainda festeja a subida à I Liga, acaba de renunciar ao cargo apontando razões “de natureza pessoal e profissional”.

“Esta decisão, tomada com ponderação e sentido de responsabilidade, resulta de razões de natureza pessoal e profissional que, no atual momento da minha vida, não me permitem assegurar com a dedicação e disponibilidade que o cargo exige e que o clube merece”, começou por explicar Cristóvão Francisco num texto publicado no Facebook.
Eleito a 30 de maio de 2025 para a presidência da direção, onde prometeu “dar o melhor para o crescimento do Académico em todos os aspetos”, Cristóvão Francisco reconhece que “foi uma honra liderar este clube no último ano”, afirmando que o deixa “com a gratidão de quem deu o melhor de si”.
“Obrigado a todos os que estiveram ao meu lado nesta caminhada - dirigentes, coordenadores, treinadores, diretores, pais, encarregados de educação, atletas, médico e fisioterapeutas, massagistas, colaboradores, patrocinadores e parceiros que acreditaram neste projeto, e a cada sócio que manteve viva a chama deste Clube”, agradeceu, recordando um percurso que começou há quatro anos, quando integrou uma comissão administrativa, “numa altura em que o Clube precisava de estabilidade”.
Assumiu depois o cargo de vice-presidente financeiro durante um mandato de dois anos e um ano como presidente da direção.
“Foi uma jornada intensa, exigente e profundamente gratificante”, admitiu estendendo um agradecimento a todos os membros dos órgãos sociais, à direção, aos amigos e à minha família, “pela paciência infinita e pelo apoio incondicional, e por compreenderem as ausências e o tempo que lhes roubei”.

“O Académico não é um negócio, é uma identidade” e por isso "há valores que o dinheiro não compra, a paixão, a pertença, a entrega genuína a uma causa”

E se o agradecimento à família foi especial, o que fez publicamente ao pai foi, sem dúvida, emotivo como se pode ver pelas palavras escritas. “Não podia deixar de fazer uma menção muito especial ao meu pai, Delfim Francisco, sócio nº 1 do Académico de Viseu. Há 38 anos, foi vice-presidente do clube quando o Académico subiu pela última vez, em 1988 e foi, desde sempre, a minha maior inspiração para servir este clube. A ele, e ao saudoso Sr. Loureiro, devo muito do que este percurso significou. Ambos foram peças fundamentais na reconstrução deste novo Académico de Viseu e ambos sonharam durante anos em ver o Clube regressar à Primeira Liga. Esse sonho tornou-se realidade. Sr. Loureiro, onde quer que esteja — conseguimos”.
Considerando que “o Académico de Viseu não se deixa, carrega-se”, Cristóvão Francisco adiantou que “o Académico não é um negócio, é uma identidade” e por isso "há valores que o dinheiro não compra, a paixão, a pertença, a entrega genuína a uma causa”.
“Deixo o cargo, mas fico, como sempre estive, como sócio acérrimo e academista de coração”, concluiu em forma de despedida.

Maio 19, 2026 . 10:45

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