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Conselho Eleitoral da Venezuela pede libertação de Maduro "para garantir estabilidade"

O Conselho Eleitoral da Venezuela pediu hoje que se garanta a integridade do Presidente Nicolás Maduro e exigiu a sua libertação, alertando que o político é “fundamental para a estabilidade da nação e o exercício da democracia” no país.

“Exigimos uma prova de vida, a integridade física, o respeito pelos direitos humanos e a libertação imediata do Presidente e da primeira-dama”, afirmou o órgão eleitoral num comunicado divulgado hoje na plataforma Telegram pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), citado pela agência espanhola EFE.

A instituição afirmou tratar-se de uma exigência “legítima” devido à “gravidade das ameaças e ataques”.

Nesse sentido, condenou “categoricamente” os ataques norte-americanos em território venezuelano que causaram “mortes de funcionários públicos e civis”.

“Esta incursão armada, disfarçada de falsos pretextos de luta contra o narcotráfico, constitui uma violação flagrante do direito internacional”, considerou o Conselho Eleitoral.

Um funcionário governamental venezuelano que falou sob condição de anonimato ao jornal The New York Times referiu no sábado que cerca de 40 pessoas teriam morrido durante a operação militar norte-americana que conduziu à captura de Maduro.

Segundo a mesma fonte, entre os mortos estariam tanto civis como militares.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou hoje entretanto a convocação de uma reunião do conselho independente do organismo por causa da situação política na Venezuela e da detenção do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

A reunião será na sede da OEA em Washington, às 10:00 locais (15:00 em Lisboa), e foi convocada pelo presidente do conselho independente da OEA e representante da Colômbia, Luis Ernesto Vargas.

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela” para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o líder venezuelano vai comparecer na segunda-feira num tribunal federal em Manhattan.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar norte-americana poderá ter “implicações preocupantes” para a região.

Janeiro 4, 2026 . 21:30

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