
PM diz que zonas afetadas pelas tempestades correm maior risco de incêndio
O primeiro-ministro sublinhou hoje que as zonas afetadas pelas tempestades correm maior risco de incêndio, mas que o Governo já mobilizou operacionais para essas regiões e está a procurar uma “maior limpeza atendendo à perigosidade mais elevada”.
Luís Montenegro falava no debate quinzenal, na Assembleia da República, em resposta à deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, que tinha questionado o primeiro-ministro sobre o que estava a ser feito para uma maior prevenção para não se repetirem as consequências dos incêndios de outros anos ou a “incapacidade de resposta” no apagão de 2025 ou nas tempestades deste ano.
O líder do Governo afirmou que, “atendendo à circunstância de aumento significativo do risco em função das consequência das tempestades nas zonas afetadas”, já está a ser dada resposta no terreno.
“Nós localizamos em Leiria um Comando Integrado de Prevenção e Operações que está, neste momento, já a mobilizar 1.500 operacionais no terreno, das áreas da Administração Interna, da Agricultura, do Ambiente, da Defesa Nacional”, elencou, acrescentando que o executivo está também a “olhar para os protocolos” com as Câmaras Municipais “para que haja maior limpeza atendendo à perigosidade que é também mais elevada”.
Montenegro disse também que estão a mobilizar toda a capacidade pública e privada para responder aos incêndios.
A deputada do PAN questionou também o primeiro-ministro sobre o voto contra do PSD à proposta para incluir os animais no Plano Nacional de Resgate e Proteção Civil.
Perguntou ainda ao Governo sobre alterações no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), afirmando que está a ser posta em risco a proteção do lobo e desafiando o PSD a apoiar uma proposta do PAN para proteger este animal.
O primeiro-ministro disse não ter conhecimento sobre a proposta do PAN relativa ao plano da Proteção Civil, nem da questão relativa aos lobos, mas que iria abordá-la com o ministro da Agricultura.
“Não será com este Governo que nós deixaremos de valorizar todo o nosso potencial a um nível animal”, frisou, acrescentando que tem “a certeza absoluta que o senhor ministro tem uma sensibilidade extrema para essa circunstância”.








