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Redes sociais e influencers incentivam aumento da compra de livros

Apesar do aumento do valor dos livros, as campanhas feitas pelas editoras têm ajudado a atrair e influenciar as pessoas para continuar a comprar livros

Segundo os números anunciados pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), entre janeiro e março de 2026 foram vendidos 3,205 milhões de livros, ultrapassando em 2,6% os números do período homólogo do ano passado.
Gabriel Gomes, ator, escritor e funcionário da livraria Libros&Libros, situada na zona histórica de Viseu, afirma que apesar de não conseguir comparar os valores da adesão na compra de livros do ano passado, uma vez que a livraria abriu em março de 2025, consegue perceber que existe uma diferença no hábito da aquisição de livros.
“De alguma forma sentimos esse aumento na venda de livros neste trimestre deste ano”, afirma. Por exemplo, na altura do Natal costuma “haver uma espécie de quebra, que normalmente acontece para todos os negócios, e até nem foi assim tão mau” o que demonstra uma mudança em relação à sua compra, explica Gabriel Gomes.
Com o aumento da venda de livros, o funcionário da livraria refere alguns incentivos que motivam este fenómeno, como o aumento do valor do cheque-livro que faz com que os jovens ou os seus familiares usufruam mais deste benefício. Além disso, a promoção de livros nas redes sociais por editoras e influencers literários tem contribuído para atrair cada vez mais novos leitores e “gente curiosa para vir comprar determinados livros”.
Por último, as edições especiais não só de novos livros, mas também de livros já lançados anteriormente, “também tem feito com que algumas pessoas comprem edições até de livros que já leram e que já tinham, por exemplo, para ficarem com estas edições mais bonitas”, considera o ator e escritor.
Apesar do aumento do valor dos livros, as campanhas feitas pelas editoras têm ajudado a atrair e influenciar as pessoas para continuar a comprar livros.  “As editoras têm feito algumas campanhas, o que já ajuda, porque realmente os livros estão cada vez mais caros”, explica Gabriel Gomes.
A crescente utilização de kindles e kobos, não só por jovens, mas também por adultos, foi tida como uma ameaça para a diminuição da compra de livros. No entanto, “quando leem determinados livros que gostam muito, acabam por comprar a edição em papel”. Com muita resistência o mercado literário está a arranjar maneira de não haver assim essa quebra tão grande e abrupta.

 

Ângela Pais, Bianca Dias e Francisca Costa, alunas do 2.º ano do curso de Comunicação Social da Escola Superior de Educação de Viseu

Abril 22, 2026 . 14:15

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