
Teatro Viriato renova financiamento da Rede de Teatros e Cineteatros
O Teatro Viriato, estrutura gerida e programada pelo Centro de Artes do Espetáculo de Viseu (CAEV) - Associação Cultural e Pedagógica, garantiu a aprovação do financiamento atribuído na 3.ª edição do concurso de apoio à programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) para o quadriénio 2026-2029, num total de 200 mil euros.
A candidatura apresentada pela equipa do Teatro Viriato foi considerada pelo júri de “elevada qualidade artística”, “sustentada por um plano de programação sólido, com objetivos claros, pertinente” e com “enquadramento consistente no enquadramento artístico”, referem os responsáveis do Teatro Viriato em comunicado, acrescentando que a RTCP destaca ainda que a candidatura “integra projetos de artistas e estruturas locais relevantes”, assim como “a participação regular de artistas emergentes, contribuindo para a renovação e diversidade de oferta artística”.
O plano desenvolvido e apresentado pelo Teatro Viriato apresenta ainda um foco em coproduções relevantes a nível nacional, parcerias estratégicas com instituições reconhecidas e ações de mediação cultural que visam aproximar os públicos das obras artísticas e, por conseguinte, da própria instituição.
Acreditamos que a pertinência cultural da candidatura apresentada decorre da sua inserção num território descentralizado
Também a equipa do Teatro Viriato merece uma avaliação positiva, sendo reconhecido o seu mérito “elevado, com qualificação e experiência artística e/ou profissional sólida”, demonstrando “excelente adequação e coerência face às exigências do projeto”.
De acordo com o diretor de programação do Teatro Viriato, António M Cabrita, a candidatura submetida “procura dar continuidade à missão do Teatro Viriato na prestação de um serviço público na área da cultura”, assim como “aprofundar o compromisso da instituição com o futuro”.
“Acreditamos que a pertinência cultural da candidatura apresentada decorre da sua inserção num território descentralizado, onde o Teatro Viriato atua como mediador entre obra, artista e público, contribuindo para a coesão regional e para o reforço da cidadania cultural. A qualidade artística manifesta-se na aposta numa programação que aborda temas como a justiça ambiental, a diversidade, a saúde mental e a interdependência entre o humano e o natural”, refere também António M Cabrita.
O Teatro Viriato foi um dos primeiros 50 equipamentos e entidades culturais a integrar a RTCP, em 2021.
“A integração do Teatro Viriato nesta Rede é o reconhecimento da sua solidez e da sua vitalidade. Decorridos 26 anos do Teatro Viriato/CAEV, podemos afirmar que este projeto contribuiu fortemente para o desenvolvimento cultural, social, económico e cívico deste território. A RTCP é mais uma estratégia de intervenção para o Teatro Viriato prosseguir e inovar a sua existência, continuando a afirmar a diversidade, a criatividade, a formação de público, reafirmando sempre um pensamento e uma ação multiculturais”, afirma Júlia Alves, presidente do CAEV.

A juntar ao financiamento da RTCP, no final de 2025, o Teatro Viriato viu também aprovado o seu financiamento através do Programa de Apoio Sustentado, na modalidade quadrienal, até 2030. O valor atribuído foi de 1 milhão e 600 mil euros para o quadriénio 2027-2030.
Mais uma vez, o júri avaliou positivamente a candidatura do Teatro Viriato, reconhecendo que o plano apresentado “mantém uma clara continuidade e coerência com o trabalho desenvolvido no plano plurianual em curso, demonstrando evolução da orientação estratégica e aprofundamento das linhas de atuação anteriormente implementadas, nomeadamente quanto ao seu projeto artístico e plano de gestão”.

“Se no quadriénio anterior se consolidou uma programação centrada no corpo enquanto «poderoso recetor e transmissor de mensagens», este novo ciclo propõe manter essa premissa, mas ampliando-a para uma deslocação relevante: a centralidade passa agora para o humano nas suas múltiplas dimensões; física, intelectual, relacional, afetiva, social e simbólica; mas também no corpo enquanto lugar de pensamento, ação e presença”, reforçando que “esta orientação responde à necessidade de reposicionar o papel das artes num contexto de aceleração tecnológica, em particular face ao avanço da inteligência artificial e à crescente automatização de processos criativos”, justifica António M Cabrita.
O Teatro Viriato é financiado através dos programas de apoio da DGARTES, do Município de Viseu e de outras fontes de financiamento, como mecenato e projetos específicos de âmbito nacional e internacional.








