
“Obra é essencial para que o território progrida e ganhe valorização”
Decorreu ontem em Lordosa a celebração dos autos de consignação e de lançamento da primeira pedra referentes à empreitada de execução das redes de abastecimento de água e saneamento básico em Pousa Maria. A cerimónia contou com as presenças de João Azevedo, presidente do Município de Viseu, José Manuel Pereira, presidente da junta local, e José Carlos Almeida, do diretor delegado dos SMAS de Viseu.
João Azevedo enalteceu a importância da obra, que se inscreve num lote de investimentos, “de muitos milhões”, que a autarquia está a realizar no concelho, elencando o lançamento de obras em São João de Lourosa, Barreiros e Cepões, Figueiró, Pascoal e na própria cidade (rua do Arco). Anunciou ainda que está a ser preparado um projeto para um novo figurino na ETA de Fagilde, “que é o motor que produz água para todos nós consumirmos”.
O autarca realçou que este tipo de obras “são uma obrigação e responsabilidade” do município, incentivando o presidente da junta a continuar a exigir ao executivo. “Havia locais sem água e saneamento, como Pousa Maria, e a nossa obrigação é ir consolidando a rede, fundamental para melhorar a vida das pessoas. Nós temos que concretizar e os presidentes de junta devem exigir para defender as populações”, referiu.
João Azevedo enfatizou que “os poucos moradores da aldeia de Pousa Maria são tão importantes como os do centro da cidade”, acrescentando que a autarquia vai continuar a trabalhar, “porque ainda há muitas coisas para fazer, com planeamento, dedicação, trabalho e muita solidariedade”, embora tenha reconhecido que “em cinco meses e meio, resolvemos um problema de décadas”.

Melhorar as condições de vida das pessoas
Por sua vez, José Manuel Almeida recordou que os vetores fundamentais que elegeu quando chegou ao cargo foram “a educação, o impulsionamento económico da área empresarial de Lordosa, a melhoria dos serviços e das condições de vida das pessoas”, algo que passava também “pela colocação de infraestruturas de saneamento e rede de água pública”.
Falando “num dia muito importante para Lordosa”, mostrou-se convicto de que esta obra “é essencial para que o território progrida e ganhe valorização, porque havia verões em que os furos artesianos ficavam secos e não havia água, dando, assim, melhores condições de vida aos residentes e a quem pretenda aqui residir”.
No seu entender, a freguesia torna-se ainda mais atrativa, com 95% da cobertura total de rede de saneamento, faltando apenas a aldeia de Sanguinhedo de Maçãs.
“Somos uma área geográfica bastante apetecível, estamos muito perto da cidade, próximos da A24, A25, aeródromo e do Piaget. Lordosa fica ainda mais atrativa para quem se quer instalar. Estamos a falar de quem regressa à terra, de famílias que querem sair da cidade e procurar a periferia para adquirir ou construir uma habitação. Com esta obra, Pousa Maria e Lordosa ficam mais valorizadas”, concluiu.
A obra, que deverá arrancar nas próximas semanas, tem um valor a rondar os 270 mil euros e um prazo de execução de 240 dias.
“Vamos dar mais um passo para conseguirmos cobrir todo o concelho, cobrir a rede de abastecimento e saneamento, porque estamos numa época em que não faz sentido ser de outra forma”, enfatizou José Carlos Almeida.











