
Rui Moreira defende que o próximo Presidente deve ser “corajoso e previsível”
O mandatário nacional da candidatura presidencial de Luís Marques Mendes considera que Portugal precisa de um Presidente da República “corajoso e previsível” e não de alguém que seja “um caudilho, um diletante e um indeciso”.
Discursando num comício no auditório do Instituto Politécnico de Viseu, que a candidatura apelidou de "sessões de esclarecimento", o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, considerou que "o melhor" para Belém é Luís Marques Mendes.
Numa intervenção em que saudou Fernando Ruas, Arlindo Cunha e Almeida Henriques, Rui Moreira defendeu que Portugal precisa de um chefe de Estado "que tenha preparação, experiência e o dom da moderação", e disse que encontra estas qualidades em Luís Marques Mendes.
"O que se exige para o Presidente da República é que seja prudente, experiente e, acima de tudo, corajoso", salientou, considerando que a "coragem não se define pela gritaria nem pelas bravatas avulsas".
Rui Moreira considerou que o país precisa de alguém "corajoso e previsível" e assinalou que o candidato que apoia "deu provas ao longo da sua vida, nos momentos mais difíceis, quando teve que tomar decisões e sabia que ia ser sacrificado pela coragem da ética".
"Nos últimos dias testemunhámos essa coragem", afirmou, considerando que Marques Mendes "reagiu com decência à indecência".
O ex-autarca salientou que os portugueses sabem o que o candidato pensa e rejeitou "aventuras" ou "um D. Sebastião" em Belém.
"Um Presidente da República não pode ser um caudilho. Não pode ser um diletante e não pode ser um indeciso", acrescentou.
Sem mencionar diretamente António José Seguro, Rui Moreira disse ainda não ver "grande vantagem em candidatos que durante 10 anos não disseram coisa nenhuma".
"Pode ser que tivessem coisas para dizer, mas não disseram, e agora conforme o vento está de norte ou de sul, ou são de esquerda ou de direita ou já não sabem o que são. Ou querem o voto da extrema-esquerda ou já não querem coisa nenhuma", salientou.
O mandatário de Marques Mendes salientou ainda a sensatez e a capacidade mobilizadora do candidato e sustentou que o país precisa de alguém que "saiba que a governabilidade é um valor", e não de "um presidente de fação".
"Não me venham com histórias de cestos e de ovos. O país precisa de quem nos trate como um ovo, porque nós somos frágeis", indicou.
"Precisamos mesmo que Luís Marques Mendes seja eleito como Presidente da República. Não há aqui questões de votos úteis ou inúteis, há o voto necessário para termos a certeza no dia seguinte às eleições temos alguém em quem podemos confiar", realçou, classificando o candidato como "um homem de todo o terreno".
Antes, o jovem João Perestrello, membro da comissão política de Marques Mendes, classificou-o como "o candidato mais preparado" para o cargo e defendeu que Portugal "precisa de um Presidente que não veja o Palácio de Belém como recompensa por tarefas passadas, mas sim como verdadeiro e derradeiro serviço ao país".
"A vitória desta candidatura será o cartão vermelho decisivo e fatal às campanhas negras realizadas por de quem se diz estadista, à devassa da vida privada confundida com escrutínio e à instrumentalização das denúncias anónimas para lançar suspeições e insinuações", defendeu, considerando que "este é o tempo da maioria do país, moderada e sensata, dizer não aos candidatos instrumentalizados por quem só quer satisfazer o seu ressabiamento, por quem não se move por uma ideia de país, mas sim pelos ajustes de contas e pela vontade de regressar ao ativo pela mão do Palácio de Belém".







