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Dança e percussão ao vivo num espetáculo que se estreia em Espinho

“This is not a protest” resultou de uma parceria entre a associação cultural Play False, de Viseu, e o Grupo de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho

Dança e percussão ao vivo vão convidar a uma reflexão sobre como nasce a ação coletiva, num espetáculo com coreografia de São Castro, que se estreia na sexta-feira, em Espinho.
‘This is not a protest’ resultou de uma parceria entre a associação cultural Play False, de Viseu, e o Grupo de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho.
Segundo a Play False, oito intérpretes, quatro bailarinos e quatro percussionistas vão construir, em palco, “uma pulsação comum, cuja força não está no que tenta afirmar, mas nas ressonâncias que produz”.
A criação, que cruza música ao vivo e movimento coreográfico, parte da ideia de “impacto sonoro, físico e coletivo, explorando a sua capacidade de provocar, transformar e desencadear diferentes reações”.
“O ponto de partida foi o impacto, algo muito concreto na percussão, mas que também encontramos nas relações entre os corpos”, explicou São Castro.
A coreógrafa quis “explorar a ideia de subjetividade, muito presente na dança, e como uma mesma ação pode produzir diferentes respostas”. “Paralelamente, houve uma pesquisa e trouxe como matéria de reflexão e composição as inquietações e mecanismos que podem conduzir a uma ação coletiva, a um protesto”, acrescentou.
A obra “A Traição das Imagens”, de Magritte, foi também uma referência.
A nova criação “deixa em aberto as diferentes leituras que podem emergir da relação entre som, movimento e presença”, sem partir de uma causa ou reivindicação específica.
A Play False esclareceu que, apesar da crescente visibilidade de movimentos de contestação social, o título ‘This is not a protest’ está definido desde o início do ano, quando começou o processo criativo, e não tem “associação direta” a qualquer acontecimento.
“A peça não se constitui como um protesto, encontra, antes, no fenómeno do protesto um território de investigação e reflexão sobre as suas motivações, os mecanismos que o estruturam, as formas de organização e a força que emerge da ação coletiva”, frisou.
‘This is not a protest’ tem direção musical de Rui Rodrigues e desenho de luz de Cárin Geada.
A peça foi desenvolvida ao longo deste ano e pretendeu aproximar o trabalho coreográfico da prática musical de jovens intérpretes.
Depois de Espinho, o espetáculo será apresentado no dia 19 de dezembro em Fafe e, no início do ano, em Viseu.

Novembro 4, 2026 . 18:30

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