
Câmara de Viseu promete ação concertada para “acalmar” Jugueiros
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, acredita que que a colocação de câmaras de videovigilância no Bairro de Jugueiros poderá ajudar a “atenuar excessos” que se verificam naquela zona da cidade e que levaram um dos moradores a exigir na reunião do executivo de hoje medidas por parte da autarquia. O vereador Miguel Pipa, por sua vez, revelou que o município vai contratar, por ajuste direto, os serviços de controlo do ruído, depois de dois concursos terem ficado ‘desertos’, isto é, não ter havido interessados em prestar o serviço pelo preço proposto.
O presidente da autarquia viseense voltou a defender que é preciso encontrar um equilíbrio entre as necessidades dos moradores e a atividade dos bares, assumindo que a prioridade é “a qualidade de vida das pessoas”.
Também presente na reunião do executivo, um dos empresários da zona de Jugueiros destacou o barulho provocado por automóveis, nomeadamente, viaturas alteradas, e por motociclos, depois de várias medidas implementadas pela autarquia para impedir excessos de velocidade, entre as quais, ‘almofadas’ que funcionam como lombas e têm a vantagem, em relação às lombas tradicionais, de não provocarem tanto tanto barulho à passagem dos veículos.
O mesmo empresário explicou que o mesmo problema se verifica em vários pontos da cidade e não apenas em Jugueiros, o que foi confirmado pelo comandante da Polícia Municipal de Viseu, o major Carlos Almeida, que alertou para a impossibilidade de haver um patrulhamento permanente. No entanto, destacou que já foram realizadas várias ações, em conjunto com a PSP, que resultaram na apreensão de automóveis e na detenção de condutores.
Tal como o nosso Jornal noticiou em agosto, a Câmara de Viseu aprovou o projeto de execução para a implementação da videovigilância nas zonas do centro histórico, Jugueiros, Rossio e rua João Mendes, que prevê a instalação de 54 câmaras de segurança, em duas fases, num investimento de quase 1,5 milhões de euros.
Enquanto o sistema não é implementado e entra em funcionamento, João Azevedo prometeu solicitar à Polícia Municipal a realização de ações pedagógicas, com o objetivo de alertar os clientes dos bares para os seus excessos.







