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Argentina e Espanha defrontam-se em final inédita e imprevisível

A inédita final do Mundial de futebol está marcada para domingo, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford

A campeã mundial e bicampeã sul-americana em título Argentina e a detentora do cetro europeu Espanha disputam no domingo uma imprevisível final da 23.ª edição do Mundial de futebol, em East Rutherford, nos Estados Unidos.

Os espanhóis foram imponentes a arrebatar a primeira vaga na final, com um 2-0 à França, apontada como principal favorita, enquanto os argentinos mostraram, uma vez mais, que nunca se dão por vencidos e garantiram a segunda derrubando a Inglaterra, que já sonhava repetir 1966, por 2-1, com reviravolta.

No total da prova, a formação europeia empatou o primeiro jogo, com Cabo Verde (0-0) e, depois, venceu os restantes seis, nunca excedendo os 90 minutos, enquanto o conjunto sul-americano ganhou os sete encontros, mas dois com recurso a prolongamento.

A Espanha, ainda assim, penou para ultrapassar Portugal (1-0), nos ‘oitavos’, e a Bélgica (2-1), nos ‘quartos’, vencendo em ambas as ocasiões com golos ‘tardios’ do suplente Mikel Merino, aos 90+1 e 88 minutos, respetivamente.

Por seu lado, a Argentina sofreu em todos os jogos a eliminar: estava empatada 2-2 com Cabo Verde após 110 minutos, nos ’16 avos’, perdia por 2-0 com o Egito aos 78, nos ‘oitavos’, empatava 1-1 com a Suíça aos 111, nos ‘quartos’, e perdia por 1-0 com a Inglaterra aos 84, nas ‘meias’.

Os dois percursos distintos ‘desaguaram’, porém, na final, que será apenas a segunda dos espanhóis, que, em 2010, na primeira, bateram os Países Baixos por 1-0, após prolongamento, graças a um golo de Andrés Iniesta, aos 113 minutos.

Por seu lado, os argentinos vão já para a sétima final – só a Alemanha fica com mais, com oito -, em busca de repetir as conquistas de 1978 (3-1 após prolongamento aos Países Baixos, em Buenos Aires), 1986 (3-2 à RFA) e da última edição, em 2022 (3-3 após prolongamento e 4-2 nos penáltis com a França).

A formação ‘albi-celeste’ tem também três derrotas em finais, uma com o Uruguai (2-4, em Montevideu), em 1930, e duas com os germânicos, em 1990 (0-1) e em 2024 (0-1 após prolongamento).

Pela frente, as duas equipas têm também os livros da história, com a Espanha a poder voltar a ficar detentora dos títulos mundial e europeu, como aconteceu com as vitórias no Euro2008 e no Mundial2010, e a poder tornar-se a segunda formação europeia a vencer uma edição na América, replicando a Alemanha, em 2014.

Quanto à Argentina, tenta tornar-se apenas a terceira seleção a revalidar o cetro, depois de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), e a primeira a ser simultaneamente bicampeã mundial e bicampeã sul-americana (2021 e 2024).

Individualmente, o argentino Lionel Messi é a figura incontornável, pelo seu passado espanhol, no FC Barcelona, e porque, aos 39 anos, feitos em 24 de junho, está a fazer um Mundial2026 incrível, com oito golos e quatro assistências, e vai igualar as três finais do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).

Por seu lado, a Espanha tem como principal figura o ‘miúdo’ Lamine Yamal, que, aos 19 anos, completados em 13 de julho, já veste a camisola ‘10’ que era de Messi no ‘Barça’ e estará à espera da final para ‘explodir’ no Mundial2026.

À margem dos seus craques, Espanha e Argentina são, sobretudo, projetos coletivos, que apostam no todo, os europeus mais no toque de bola, num futebol assente na posse, e os sul-americanos mais na garra, no sangue, sempre preparados para não ter a bola, mas sabendo sempre o que lhe fazer quando a têm.

Os espanhóis têm mostrado maior estabilidade defensiva, bastando constatar que só sofreram um golo, contra os sete dos argentinos, que, com mais 60 minutos em campo, têm, por seu lado, mais seis golos marcados (19 contra 13).

Quanto aos ‘onzes’, não são esperadas grandes alterações, sendo muito provável que a Espanha apresente o mesmo, pelo terceiro jogo consecutivo, e que a Argentina possa fazer uma alteração, com Giuliano Simeone a poder ser sacrificado.

A inédita final da 23.ª edição do Mundial de futebol está marcada para domingo, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford, com arbitragem do esloveno Slavko Vincic.

 

Julho 17, 2026 . 11:30

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