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França acede aos 'quartos' após bater Paraguai em jogo de constante bullying

A vice-campeã em título França qualificou-se ontem para os quartos de final do Mundial de futebol de 2026, ao vencer o Paraguai por 1-0, no segundo encontro dos ‘oitavos’, em Filadélfia. O árbitro do Uzbequistão, Ilgiz Tantashev, foi a figura do encontro, por tudo aquilo que não viu durante a partida.

Uma grande penalidade conquistada pelo suplente Désiré Doué e convertida por Kylian Mbappé, aos 70 minutos, para o seu sétimo golo na edição 2026 e 19.º em Mundiais, em 19 jogos, valeu o triunfo aos gauleses.

No entanto, a vitória foi tudo menos pacífica, na medida em que os paraguaios tudo fizeram para subverter o jogo e as suas regras. Sabendo que tecnicamente eram bastante inferiores aos franceses, os sul americanos usaram e abusaram de expedientes nefastos, anti-jogo e constante provocação para enervar os jogadores gauleses.

Curiosamente, foi até mesmo após o golo de Mbappé que esses índices extrapolaram, chegando a valores considerados inexplicáveis para uma competição deste nível, com constantes empurrões, cotoveladas, entradas perigosas, ameaças verbais e tentativas claras de desestabilizar os adversários, com a clara intenção de eles ripostarem e serem punidos.

O ponto mais alto desta indignação ocorreu aos 97 minutos, isto depois de os sul americanos terem feito 13 faltas e de não terem sido admoestados com cartão nenhum (algo inédito para esta seleção, que desde 1998 viu sempre, pelo menos, um cartão nos seus jogos). Já com dois cartões, os franceses ainda viram mais um nesse minuto, quando um dos jogadores mais truculentos e violentos, Galarza, sofreu uma falta e prontamente "cresceu" para Oliseh, empurrando-o e usando linguagem ofensiva. O francês ignorou-o e tentou apenas afastar o paraguaio, mas este, sentindo a mão do jogador no seu peito, simulou uma agressão e atirou-se para o chão (algo que já tinha andado a fazer há alguns minutos, queixando-se sistematicamente de faltas não existentes). O árbitro prontamente mostrou amarelo a Oliseh, tal como antes tinha mostrado a Barcola e a Koné. Nem sequer utilizou a versão salomónica de dar cartão a cada um dos jogadores. A sensação que pairava era a de que os jogadores do Paraguai podiam fazer tudo o que apetecesse, porque sabiam que o árbitro seria complacente...

Mas, antes, já Mbappé tinha sido agredido sem bola, por Cáceres (o guarda-costas pessoal do francês), sem que houvesse VAR. Tal como não houve nas duas agressões a jogadores franceses, a mais gritante a de Galarza, sempre ele, sobre Koundé. Questiona-se onde estaria o VAR nestes lances. Galarza ainda foi "ajudar" Cáceres a provocar Mbappé, junto à bandeirola de canto, usando todos os estratagemas para enervar o astro francês, que só sorria perante este tipo de truques baixos.

Aquando da grande penalidade, Velázquez tentou e conseguiu maltratar a marca do pontapé de penálti, apesar de Dembelé lá estar a proteger o local. Meia dúzia de paraguaios rodearam Dembelé para o tirar do local, sem que o árbitro tenha feito algo para o impedir. Mais uma vez, o VAR viu, toda a gente viu, o jogador sul americano a meter o pé entre as pernas de Dembelé para calcar a marca de penálti. O que aconteceu? Nada, mais uma vez passou tudo incólume.

Em termos de jogo jogado, o Paraguai foi quase zero, parecendo que foi a jogo apenas com uma missão: lesionar ou provocar cartões para os franceses. De onde veio a encomenda? Ninguém sabe, tal como não sabemos o motivo de um árbitro tão incompetente ter sido nomeado para um jogo dos "oitavos" de final de um Mundial. Mas, com tudo isto, a França lá venceu, passando por cima de tudo isto com a cabeça levantada.

Depois de várias saídas igualmente de cabeça levantada e com bom futebol, casos de Cabo Verde, Croácia, Senegal e Países Baixos, aconteceu esta "aberração" chamada Paraguai a manchar a competição e a própria modalidade.

Quais consequências sairão de tudo aquilo que se passou ontem em Filadélfia? Não sabemos, mas sabemos que algo terá de ser feito em nome da verdade desportiva. O futebol não pode ser manchado desta forma, desrespeitado de uma maneira tão baixa, tão medíocre e à base do mais puro e rudimentar bullying. Tem a palavra a FIFA.

Nos quartos de final, num jogo marcado para quinta-feira, em Foxborough, pelas 16:00 locais (21:00 em Lisboa), a França, campeã em 1998 e 2018, defronta Marrocos, na reedição da meia-final de 2022 (2-0 para os gauleses).

Julho 5, 2026 . 15:45

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