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“A escola cresce quando todos percebem que educar é uma missão coletiva”

Ministro da Educação, Fernando Alexandre, marcou presença na sessão de encerramento das comemorações do 125.º aniversário da Escola Secundária de Emídio Navarro, realizada hoje de manhã

A sessão solene do encerramen­to das comemorações do 125.º aniversário da Escola Secundária de Emídio Navarro (ESEN) decorreu na sexta-feira, na presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre. Na escola, fundada em 1898, juntaram-se os alunos de hoje e os de outro­ra, docentes e ex-docentes, representantes institucionais e a restante comunidade educativa, numa manifestação de reconhecimento que encerrou o conjunto de atividades que evocaram um lega­do e uma história com mais de um século.
A cerimónia contou com a participação dos alunos em momentos lúdicos de música e dança contemporânea, intervenções sobre a vida e obra de Emídio Júlio Navarro e sobre a vertente histórica da Casa do Ar­co, a “sala de visitas” da ESEN, on­de a cerimónia teve lugar.
A mesa de honra da sessão foi composta, além do ministro, por João Azevedo, presidente do Município de Viseu, José Ro­sa, diretor da ESEN, Vítor Costa, presidente do conselho geral da ESEN, e Cristina Olivei­ra, vice-presidente da CCDR Centro para a área da educação.
José Rosa foi o primeiro a intervir, frisando que “encerrar as comemorações não é cumprir um protocolo, é honrar uma história, reconhecer pessoas, agradecer uma herança e, aci­ma de tudo, é afirmar o futuro, porque as escolas não vivem das paredes que têm, vivem das vidas que transformam, e a ESEN transformou muitas”.
O diretor evidenciou o papel fundamental da escola, por onde passaram milhares de alu­nos em 125 anos, depois de ter arrancado em 1898 com sete alunos e dois professores.
“Muitos chegaram aqui inseguros e saíram preparados, descobriram aqui uma profissão, outros um sonho. Ensinar é mui­­to mais do que transmitir conteúdos, porque educar não é apenas ensinar fórmulas, datas ou definições, é despertar a consciência, criar esperança e formar cidadãos capazes de pen­sar, escolher e construir”, acrescentou.

 

“Nenhum país se moderniza se não valorizar os professores”

Elogiou, em seguida, a profissão de professor, considerando que “ser professor hoje é um dos maiores atos de coragem e responsabilidade social num tem­po de velocidade, ruído e superficialidade. Nenhum país se moderniza verdadeiramente se não valorizar os seus professores. Nenhuma reforma educativa será bem-sucedida sem respeito pela carreira docente, sem estabilidade, sem reconhecimento e sem dignificação de quem dedica a vida a ensinar”, enfatizou.
Apontando “a relação huma­na, a amizade, exigência e o sentido de pertença como a verda­deira definição de comunidade educativa”, José Rosa defendeu que a escola, que tem “um papel insubstituível”, cres­ce “quando todos percebem que educar é uma missão coletiva”, acrescentando que “a educação continua a ser a mai­or fer­ramenta de transformação social”.
A finalizar, destacou que a ESEN é “uma escola com uma visão, identidade e com um futuro que se constrói to­dos os dias. Na sala de aula, nos corredores, nos laboratórios, nos gabinetes, nos afetos, nas palavras e nos exemplos. As grandes escolas não são apenas aquelas que ensinam bem, são aquelas que fazem as pessoas acreditar que podem ser melhores”.

 

A riqueza da oferta formativa numa “escola de excelência”

Na sua intervenção, João Azevedo começou por reconhecer o impacto da escola e a riqueza da sua oferta formativa, realçando que os alunos têm “a garantia perfeita de que se encontram nu­ma escola de excelência para aprenderem e se formarem, no sentido de terem uma longa vida profissional”.
O autarca abordou o lançamento de um novo concurso pa­ra a mobilidade territorial no concelho, com novos circuitos, horários e rotas que irão ao encontro, nomeadamente, das necessidades da comunidade escolar. Dirigindo-se ao ministro, referiu que o município “quer fazer um bocadinho mais também na educação”, revelando que existem projetos e desenhos para novas escolas, no sentido de “desenvolver melhores condições no ecossistema da educação em Viseu”.
“Recebemos mensagens e cartas na câmara a dizer que é preciso melhorar as infraestruturas escolares. Por isso, senhor ministro, peço-lhe que ajude esta região, temos projetos para concretizar 4 ou 5 necessidades na capital do distrito, de forma a fazer desta região também uma referência nesta área. Em conjunto, vamos trabalhar para que esta região seja cada vez mais forte”, concluiu.

 

"ESEN tem um excelente sistema educativo"

Por último, Fernando Alexandre, que tem raízes familiares em Ribafeita, realçou “o projeto pedagógico e o excelente sistema educativo” da ESEN. “O que vimos aqui hoje por parte dos alunos reflete a qualidade do sistema educativo, porque a educação é a dimensão mais importante para a qualidade de vida das pessoas”, referiu.
“Esta escola, desde 1898, tem cumprido esse papel ao longo de fases muito diferentes da sua história, já formou dezenas e dezenas de milhares de alunos, que, depois, transmitem aos outros a experiência de aqui terem estado”, reiterou o ministro.
O ministro admitiu que “ain­da existem desigualdades no país e que o desafio será garan­tir a qualidade no sistema educativo para todos, melhorar a for­ma como os nos­sos alunos crescem dentro das escolas”.
Sobre a intervenção do edil, sustentou que “as autarquias são cada vez mais importantes na qualidade dos projetos educativos”, dizendo estar “disponível para trabalhar e melhorar as condições de acesso à educação no concelho de Viseu”.

Maio 8, 2026 . 17:44

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