
O Refúgio assinala três anos de paixão pela qualidade e serviço ao cliente
Há três anos, Maria de Fátima confessava ao Diário de Viseu que se as pessoas tiverem uma oportunidade de provar os pratos servidos n’O Refúgio, irão voltar. Estava certa. Os clientes, que entretanto se tornaram amigos, entraram, experimentaram, gostaram e voltam para se deliciarem com os ‘miminhos’ cozinhados pelas mãos do chef Nuno Freixiela.
E passados três anos, assinalados na segunda-feira, os principais ingredientes mantêm-se à mesa de um espaço que se assume cada vez mais como um verdadeiro refúgio para quem sabe apreciar a boa mesa. Falamos de paixão pela cozinha, de dedicação ao atendimento aos clientes e, sobretudo, um amor entre duas pessoas que sabem o que querem e acreditam que os sonhos se concretizam quando são vividos a dois... sempre com os pés assentes na terra.
Mas quem arrisca nem sempre tem a vida facilitada. Uma casa, num setor difícil e que se recente de todas as crises, faz-se com muito trabalho, dedicação, muito cuidado à qualidade que depende não só dos produtos utilizados que são fresco, mas também, à sua confeção na hora, apresentação e, claro está, à forma como depois é servido ao cliente. “Não encontra aqui congelados, nem produtos pré-feitos, por isso os clientes têm que esperar”, avisa.
Com as “costas quentes” pelo chef e companheiro que tem na cozinha o refúgio para a sua criatividade, Maria de Fátima dá o rosto perante os clientes que já a conhecem e até já escolhem de acordo com as suas sugestões. E garantimos que ninguém sai defraudado pela escolha ou por aceitarem a sugestão. “Eu sou suspeita, pois acho que tudo é bom, mas esta massa com carne ou este bacalhau estão muito bons”, aconselha com um sorriso envergonhado mas franco.
Com um balanço positivo e a registar um aumento de clientes que apenas se recente na altura das férias dos mais pequenos, O Refúgio abre das 10h00 às 15h00 para os almoços e das 18h30 às 21h00 para os jantares, estando também ligado às plataformas da Uber e da Glovo. Sublinhando o facto de estarem bem qualificado na Google, Maria de Fátima adianta a procura significativa do restaurante na internet. E garante que as imagens que lá estão são mesmo dos pratos que o Nuno confeciona. “As fotos são tiradas assim que o prato acaba de ser confecionado e não falamos em arroz de polvo se ele é feito de potas, nem em massa à lavrador se não leva todos os inclientes”, garante.
Com um trabalho baseado na honestidade perante quem os visita, seja os que vão pela primeira vez, seja os clientes já habituais, Fátima e Nuno reconhecem que gostavam de crescer para um espaço maior e quem sabe numa rua com mais movimento e estacionamentos, o que não acontece na rua Alexandre Herculano. “Mas não podemos querer dar um passo maior do que a perna pois há casas a fechar constantemente e alguns que já abriram depois de nós, já cá não estão no mercado”, reconhecem os dois, lamentando os preços das rendas que estão a pedir na cidade.
Reconhecendo que se trata de um setor complicado, Maria de Fátima admite que é preferível fazer duas salas sempre que é necessário.
“Já temos os nossos clientes que conhecem o nosso trabalho e algumas pessoas que passam na rua e entram para experimentar. Portanto é preferível caminharmos com segurança do que entrarmos em loucuras”, confessou.







