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Nuno Melo acusa Ventura de desrespeitar militares e “faltar à verdade sem pudor”

O ministro da Defesa e presidente do CDS-PP, Nuno Melo, acusou o líder do Chega de ter desrespeitado os militares das Forças Armadas durante o debate quinzenal no parlamento e de ter faltado à verdade “sem qualquer pudor”.

Numa publicação nas suas redes sociais, Nuno Melo defendeu que André Ventura “apoucou as Forças Armadas, o seu empenho e a sua mobilização”, no conjunto de perguntas que dirigiu ao primeiro-ministro sobre a resposta dos militares após as tempestades que assolaram o país nas últimas semanas.

“De forma deplorável desprezou o esforço dos milhares de militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea que há 22 dias estão no terreno a ajudar as populações necessitadas distribuindo bens essenciais, entregando geradores, removendo escombros e desobstruindo vias, recuperando de casas, assegurando comunicações de emergência, alojamento e alimentação, o apoio e o socorro a pessoas isoladas e um permanente acompanhamento de proximidade”, criticou Melo.

O governante considerou que Ventura “mostrou ignorância total em relação aos mecanismos básicos da Proteção Civil e leviandade no propósito político”, tendo comprovado que está “disponível para tudo na ligeireza com que se move no debate público, mesmo que isso implique lesar a imagem das instituições mais respeitadas e faltar à verdade sem qualquer pudor”.

“Os portugueses terão ocasião de lhe explicar que a política é muito mais do que um permanente exercício de ligeireza, ódio e venda de banha de cobra”, lê-se no final do texto.

Durante o debate quinzenal, André Ventura questionou o chefe do executivo sobre o ‘timing’ do empenhamento de militares no terreno para auxiliar as populações, realçando que estavam prontos a atuar mas que tal não aconteceu mais cedo por “incompetência do Governo”.

Montenegro respondeu que o líder do Chega demonstrou “falta de seriedade” e referiu que, desde o início das intempéries, já ocorreram 48 mil empenhamentos. Este número corresponde ao valor acumulado de militares no terreno desde 28 de fevereiro, e não ao número exato de militares que estiveram a apoiar a população.

Em média, têm estado no terreno cerca de dois mil militares por dia.

De acordo com o último balanço do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), na quarta-feira, estiveram 2.322 militares no terreno.

Fevereiro 20, 2026 . 08:20

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