
Autarcas aprovam instalação de um centro de emergência alternativo em Viseu
“Passou-se das intenções às decisões”. Foi desta forma que o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, João Azevedo, se referiu à aprovação, por unanimidade, da instalação de um Centro de Emergência e Proteção Civil na região de Viseu, mais concretamente, junto ao Aeródromo Municipal de Viseu, que servirá de redundância ao equipamento que funciona em Lisboa. A decisão foi tomada em Campia, no concelho de Vouzela, local escolhido para receber a reunião ordinária do Conselho Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões.
De acordo com o também presidente da autarquia viseense, a decisão “vem confirmar um trabalho que estava a ser feito há muitos anos”, destacando que se deram “passos firmes e concretos” relativamente àquilo que é o desenvolvimento do projeto na região. “É fundamental termos esta infraestrutura na região, não só pela nossa região, mas também pelo nosso país”, sublinhou João Azevedo, lembrando que há estudos que indicam a região como local para instalação do centro alternativo por razões de ordem geográfica e de segurança. “É, por isso, que a região de Viseu está a dar um contributo muito importante para a segurança dos portugueses e das portuguesas”, defendeu.
“Catapultar a região para outro tipo de investimentos”
Na opinião do presidente da CIM Viseu Dão Lafões, a região de Viseu “não pode perder mais tempo relativamente a esta matéria”. “Até agora havia intenções, agora há decisões. Vamos trabalhar a sério para que esta infraestrutura seja feita em Viseu e que não sejamos ultrapassados por outras regiões”, referiu, revelando que espera apresentar, “nas próximas semanas”, os documentos necessários para que o Governo “possa firmar o compromisso financeiro para que esta infraestrutura possa ser executada nesta região”.
João Azevedo acredita que a instalação do Centro de Emergência e Proteção Civil, além de dar a redundância que é necessária para o país, também poderá “catapultar a região para outro tipo de investimentos, que estão muito ligados à estrutura da proteção civil, à estrutura da mobilidade rodoviária e à estrutura aeroportuária que temos na região”, consolidando a região “naquilo que são os patamares de mobilidade a nível do país e a nível da Península Ibérica”.
CIM com papel decisivo na preparação, planificação e desenho da infraestrutura
Questionado pelos jornalistas, no final da reunião, sobre as razões que o levam a acreditar que, depois de muitos anos, seja finalmente possível concretizar a obra, João Azevedo garantiu que há trabalho “que foi feito nos últimos meses relativamente a esta matéria”.
“A CIM Viseu Dão Lafões tem aqui o papel decisivo, quer na preparação da estrutura e da estratégia, quer na planificação e no desenho da infraestrutura. A CIM tem hoje condições de recursos humanos que podem estar associadas também à gestão desta infraestrutura. Foram dados passos firmes e concretos”, assegurou.
Quanto ao financiamento do projeto, o presidente da CIM explicou que deverá ser feito através de fundos comunitários. “E a comunidade intermunicipal está a trabalhar no sentido de arranjar uma solução e uma equação financeira para que a contrapartida nacional possa ser coberta pelos concelhos que estão associados à Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões”, acrescentou. Relativamente a valores, lembrou que o processo está a dar os seus primeiros passos concretos, no entanto, há “uma ideia inicial” que aponta para cerca de cinco milhões de euros.








