
Região une esforços para doar bens e materiais aos concelhos mais afetados
As imagens da destruição provocada na Região Centro pela passagem da tempestade Kristin entraram, via televisão, nas casas de todos os portugueses. Os ventos muito fortes e a precipitação intensa provocaram cinco mortos diretos e quatro indiretos, por quedas de telhados durante as reparações e intoxicação com origem num gerador. Causaram ainda milhões de prejuízos ao destruir casas, empresas, viaturas e equipamentos, obrigando ao corte de estradas e ao encerramento de escolas e linhas ferroviárias. Milhares de pessoas ficaram sem acesso a água, energia e comunicações, sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.
Perante um cenário tão desolador e agonizante, foram aos milhares as pessoas que se meteram a caminho e foram ajudar aqueles que, numa questão de minutos, ficaram sem nada. De todo o país, surgiram donativos, bens alimentares, roupa, materiais de construção e equipamentos. Também as corporações de bombeiros responderam em força e fizeram seguir para os locais mais atingidos operacionais e viaturas. São ações como estas, em que o país responde como uma verdadeira comunidade, que nos fazem acreditar que o humanismo ainda está intrinsecamente no interior de todos os seres humanos e que esse conceito ainda não se perdeu num mundo cada vez menos solidário e cada vez mais umbiguista.
O sentimento de comunidade também se pode verificar em pleno no distrito de Viseu, onde vários municípios e entidades promovem campanhas solidárias de recolha de bens para os fazerem chegar às pessoas mais necessitadas.
É o caso do Município de Armamar, que recolheu nos últimos dias, nos vombeiros voluntários e nas sedes das juntas de freguesia do concelho, materiais de construção e mão de obra, como lonas e plásticos, telhas e telhões; silicone, areia, cimento, oleados, pás, luvas de construção, coletes refletores, geradores, mantas e cobertores. Entre os bens essenciais, a população doou garrafões de água e alimentos não perecíveis (arroz, massa, conservas e enlatados, óleo, leite, bolachas, cereais, barritas de cereais e papas infantis), fraldas, toalhetes, champô, gel de banho e produtos de higiene oral e feminina.
Lonas, telhas e materiais de construção são prioritários
Em Lamego, a recolha está a ser feita nos bombeiros voluntários e nas juntas de freguesia do concelho. O município solicita donativos como arroz, massa, água, conservas, óleo, leite, bolachas e papas infantis; produtos de higiene, como champô, gel de banho, fraldas, toalhetes e pasta de dentes; e ainda materiais e logística, como lonas, plásticos, mantas, cobertores, telhas, pás, oleados, luvas e coletes refletores.
Mangualde enviou ontem um camião da empresa Patinter com 39 paletes de bens essenciais que foram recolhidos no complexo paroquial durante o fim de semana. A iniciativa foi organizada pela Associação Guias de Portugal – Região de Viseu e pela Junta Regional de Viseu do Corpo Nacional de Escutas e a recolha continuará a decorrer durante esta semana, podendo os donativos ser entregues na Junta de Freguesia de Mangualde. Entre as prioridades estão espuma expansiva, lonas, plástico em rolo outdoors antigos que sirvam como lonas para cobrir telhados e abrigos, cola e veda e respetivas pistolas, telhas, cordas, braçadeiras, serrilhas e outros materiais de construção.
O Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, em parceria com o município, está a recolher, até quinta-feira, bens essenciais em termos de alimentação e higiene pessoal, adulta e infantil. Os donativos podem ser entregues em todas as escolas do agrupamento. O transporte dos bens será assegurado pelo município.
Municípios asseguram o transporte dos bens
Em Nelas, o município disponibilizou um ponto de recolha no edifício Mulitusos, até amanhã, às 16h00, onde poderão ser entregues bens como alimentos enlatados, garrafões de água, toalhitas e elixires bucais, lonas plásticas (mesmo já usadas), telhas, telhões, luvas de construção, silicone e sacos de cimento e mangas plásticas.
Em São João da Pesqueira, o município está igualmente a receber bens, elegendo como prioridade máxima as lonas, “essenciais para proteger casas e bens das famílias afetadas”. Além das lonas, estão a ser recolhidos igualmente plásticos, materiais de cobertura, geradores e escadas extensíveis, bem como produtos de higiene. Ao nível dos alimentos não perecíveis, procuram-se donativos de arroz e massa, enlatados, água engarrafada, leite e papas infantis, bolachas e cereais. O transporte dos bens será assegurado pelo município.
Entidades solicitam bens alimentares não perecíveis e produtos de higiene pessoal
Em São Pedro do Sul, o município, os agrupamentos de escolas do concelho e o CLDS 5G estão também a promover uma recolha solidária de bens, que podem ser entregues nas instalações do CLDS, no antigo ciclo, até à próxima sexta-feira. Na lista das necessidades estão bens alimentares não perecíveis (massas, arroz, óleo, azeite, enlatados), leite, papas infantis, bolachas e cereais; e ainda fraldas, toalhetes, champô, sabonetes, gel de banho, pastas e escovas de dentes.
A campanha “Tarouca Solidária” também está em vigor no Auditório Municipal Adácio Pestana e nas juntas de freguesia do concelho. Os bens prioritários são alimentos não perecíveis, produtos de higiene e materiais/logística, como lonas, plásticos, mantas, cobertores, luvas de construção, oleados e pás. A autarquia assegurará o transporte e a entrega às populações amanhã.
Por último, o concelho de Vila Nova de Paiva está igualmente a promover uma campanha de donativos com o objetivo de conseguir angariar o máximo apoio possível, disponibilizando, para o efeito, o seguinte NIB: 004532304007145612945.








