
Região escolhe solução mais rápida para duplicar IP3
Os autarcas dos 14 concelhos que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões aprovaram por unanimidade a solução “mais rápida” e com “mais maturidade” para a duplicação total do Itinerário Principal (IP) 3, entre Viseu e Coimbra.
A decisão foi tomada na reunião do Conselho Intermunicipal, que se realizou esta tarde no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e que contou com a análise e discussão da proposta apresentada pelo Governo relativa à ligação rodoviária do IP3 em traçado duplo como um dos temas principais.
Em conferência de imprensa, o presidente da CIM, João Azevedo, explicou que a escolha recaiu sobre o “cenário 2A, que representa a execução do traçado que estava definido desde 2018”, justificando a opção com “a maturidade dos projetos, que já existem, e que permite que esta obra seja executada o mais rapidamente possível”. “Tem também a ver com o calendário de execução, com a rapidez, porque há muito que esperamos por esta obra”, acrescentou o autarca viseense.
O percurso previsto é o atual troço entre Viseu e Treixedo, prevendo-se a opção de requalificação entre Treixedo e a Lagoa Azul. “Da Lagoa Azul até Penacova, a obra está feita e vai ter a concretização de melhorias daquele traçado que já foi requalificado. De Penacova a Souselas será duplicado o troço que existe neste momento”, explicou João Azevedo, adiantando que existe a possibilidade de uma variante que pode ir de Rojão Grande até Penacova ou da Lagoa Azul até Penacova”. A data para a conclusão da obra de duplicação do IP3 é 2030. “O projeto está a ser elaborado e irá estar pronto no segundo trimestre de 2026”, revelou.
“Vamos ainda hoje informar o Ministério das Infraestruturas, cumprindo escrupulosamente o período dessa mesma informação. A nossa posição está tomada, decidida e votada”, afirmou o presidente da CIM.
Quanto à data que é apontada para a solução escolhida, o também presidente da Câmara de Viseu destacou que “há muitas variáveis técnicas na obra” e que, apesar de se partir “de um pressuposto de projetos que estão em execução”, há outros projetos “que ainda não estão feitos, nomeadamente a questão da variante”.








