
Berrelhas volta a aceitar passes gratuitos do MUV a partir de amanhã
A empresa Berrelhas vai voltar a aceitar os passes gratuitos do MUV que dizem respeito aos estudantes sub-18 e sub-23, bem como aos antigos combatentes, anunciou hoje a Câmara de Viseu. A medida entra em vigor a partir de amanhã.
"No seguimento da informação que a empresa Berrelhas de Camionagem, Lda., responsável pela concessão dos transportes públicos MUV do concelho de Viseu, veiculou sobre a não aceitação de passes sub-18, sub-13 e antigo combatente, adquiridos de forma gratuita, a partir de 1 de fevereiro, pelo “não pagamento por parte das entidades competentes desde o mês de setembro de 2024 até esta data”, e atendendo aos transtornos causados junto dos utilizadores, o Município de Viseu reuniu hoje com a operadora e, após o diálogo, ambas as entidades chegaram a um entendimento para que a situação possa ser regularizada", refere a autarquia em comunicado.
Desta forma, a empresa volta a aceitar os passes gratuitos, "uma vez que hoje, por questões logísticas/operacionais, não será possível fazê-lo".
Estudantes pagaram hoje tarifa diária
De Rio de Loba para o Rossio ou de Abraveses até ao edifício da Segurança Social. Percursos diários que também custaram hoje um bilhete diário aos estudantes com passes sub-18 e sub-23, bem como aos antigos combatentes de Viseu, que utilizaram os autocarros do MUV. O Diário de Viseu saiu à rua esta manhã para perceber o impacto da medida entre os alunos da cidade, que entrou em vigor a 1 de fevereiro.
“Eu costumo andar de autocarro e vi numa publicação do instagram que o passe do estudante não ia ser mais válido. Paguei 1,05 euros”, disse João Victor, estudante de 17 anos, ao nosso Jornal.
Um testemunho repetido por Madalena Carvalho, de 15 anos, que costuma circular no autocarro que parte de Rio de Loba. Pagou 75 cêntimos e contou-nos que "o motorista disse-nos que hoje íamos ter que pagar bilhete e não estranhei". Ao lado, Francisca Alves, também de 15 anos, conseguiu boleia dos pais porque "não sabia como ia ser". "Apanho o autocarro quase todos os dias, mas como não sabia se o passe ia dar, acabei por vir para a escola com os meus pais para não ter de pagar", disse.








