
Primeiro ministro inaugura investimentos de cerca de 5 milhões de euros em Sátão
Luís Montenegro esteve ontem em Sátão, onde inaugurou três investimentos, todos concretizados com recurso ao financiamento do PRR - Plano de Resiliência e Recuperação: a obra de requalificação da Praça Paulo VI, a requalificação da Escola Secundária Frei Rosa Viterbo e o Bairro Comercial Digital B(u)y Sátão, na Casa da Cultura.
No total, conforme referiu Alexandre Vaz, presidente do Município de Sátão, representam um investimento de cerca de 5 milhões de euros. O autarca salientou a importância de cada uma das inaugurações.
“Na Escola Secundária Frei Rosa Viterbo, tivemos a oportunidade de estudar o resultado de um investimento cuja importância ultrapassa largamente a dimensão física dos edifícios. Requalificar uma escola significa proporcionar melhores condições de aprendizagem, mas representa também uma afirmação de confiança nas gerações mais jovens. O Centro Tecnológico Especializado de Logística reforça essa ambição, aproximando a formação das exigências do mundo do trabalho e criando novas oportunidades de qualificação”, enfatizou.
Alexandre Vaz frisou a aposta na juventude satense, “para que os jovens tenham a liberdade de escolher o seu caminho, que possam partir para conhecer outras realidades, estudar e enriquecer a sua experiência. Mas queremos, sobretudo, que regressar ou permanecer em Sátão seja uma possibilidade real, sustentada em oportunidades e não apenas num vínculo atrativo à terra onde nasceram”.
Sobre o Bairro Comercial Digital, sublinhou que “o comércio tradicional faz parte da identidade das nossas comunidades, é muito mais do que uma atividade económica, é a proximidade que se estabelece entre quem vende e quem compra. É o conhecimento mútuo, a vida que acontece diariamente nas nossas ruas. Mas respeitar a tradição não significa permanecer indiferente à mudança, significa criar condições para que aquilo que nos identifica possa continuar a existir, adaptando-se às exigências de um mundo cada vez mais digital”.
Por último, a Praça Paulo VI, que definiu como “um espaço que, pela sua centralidade, faz parte da memória coletiva de várias gerações de satenses”.
“A sua requalificação não representa apenas uma transformação urbanística. Representa a valorização de um espaço público enquanto lugar de pertença, de partilha e de encontro entre gerações. Ao tornar esta praça mais acessível, funcional e acolhedora, procuramos responder a uma exigência que consideramos fundamental”, adiantou o autarca.
Por último, agradeceu a presença de Luís Montenegro, enaltecendo que a sua presença “representa também uma oportunidade para reafirmarmos a importância de uma relação institucional sólida e construtiva entre o Governo e os municípios. Da nossa parte, encontrará a possibilidade para cooperar, para apresentar soluções e para defender com determinação e sentido de responsabilidade os legítimos interesses do nosso concelho”, concluiu.
“Vamos conseguir superar as dificuldades na habitação”
Na sua intervenção, o primeiro ministro abordou “o elefante na sala”, depois de ter passado por dezenas de manifestantes na rua e na Praça Paulo VI.
“Temos um plano de investimento na habitação pública e também na dinamização da habitação privada que ascende a 10 mil milhões de euros. Sei que as rendas estão caras e há muitas frustrações ao longo dos últimos anos e muitos não conseguem comprar casa, mas acreditem, nós vamos conseguir superar esta dificuldade”, afirmou perentoriamente.
Elencou em seguida os passos desse plano, que passa pela construção de 133 mil casas em estratégias locais de habitação, redução do IVA, licenciamentos mais rápidos, o Porta 65 e os apoios aos jovens, com regimes de IRS muito mais favoráveis.
Realçou ainda que “74% dos portugueses são proprietários da sua habitação e destes só 30% ainda não têm a casa paga”.
Sobre as inaugurações, destacou que “em poucos minutos inaugurámos três valências que demonstram a conciliação entre as atividades económicas, a base da formação enquanto elemento de construção de maior desenvolvimento no futuro, a promoção daquilo que sabemos fazer bem, do nosso espaço e do nosso território”.
Antes de receber os presentes do autarca satense, Luís Montenegro referiu que a sua missão é “servir o interesse público, fazer aquilo que sabemos e podemos, aquilo que resulta de todo o nosso esforço, até à última gota da nossa capacidade de trabalho. Não tenham dúvidas que é isso que estamos a fazer em Portugal”.











