
Fitas de mola: como escolher a melhor opção entre os aços 51CrV4, C60S, C67S, C75S e C85S
O que são fitas de mola?
As fitas de mola são chapas de aço, com espessura reduzida e estética laminada, utilizadas para promover a elasticidade e capacidade para uma peça retornar ao tamanho original sem que sofra deformações. Equipamentos que precisam de vários ciclos de fechamento e abertura, flexão e compressão, precisam das fitas de mola para se manter funcionando.
O material dessas fitas é o que dá a diferença no nível da dureza, resistência ao desgaste, tenacidade e resistência mecânica. Portanto, podem ser desenvolvidas para mecanismos de precisão pequenos ou até mesmo de cargas mecânicas elevadas.
As fitas de mola são desenvolvidas a partir de aço, sendo hoje os mais conhecidos: aços 51CrV4, C60S, C67S, C75S e C85S.
Aço 51CrV4: resistência em aplicações desgastantes
O Aço mola 51CrV4 / 1.8159, também chamado de 1.8159, é composto por cromo e vanádio, foi desenvolvido para situações que demandam uma maior resistência mecânica e à fadiga. Suas propriedades geram melhor resistência ao desgaste, boa temperabilidade e estabilidade de qualidade após passar pelo tratamento térmico.
Por isso, esse aço, que também é conhecido como 50CrV4, é comumente utilizado para fabricar molas de suspensão automotiva, molas helicoidais, discos de embreagem, equipamentos ferroviários e outros equipamentos que exigem um esforço repetitivo.
A principal característica que diferencia esse material dos demais está na sua capacidade de ser submetido a cargas pesadas, mesmo por um longo período. Além de não apresentar deformações, não vai ter perdas consideráveis das suas propriedades mecânicas.
Fitas C60S, C67S, C75S e C85S: variação nos níveis de carbono
Os aços carbono para molas que se destacam na indústria são Fitas de mola C75S / 1.1248, além do C77S, C85S, C60S. O que diferencia cada um deles é a quantidade de carbono adicionado à composição química, fazendo com que o material fique mais resistente, duro e tenha maior elasticidade após passar pelo tratamento térmico.
Na fita Fitas C60S / 1.1211 o teor de carbono é o maior, quando comparado aos 4 tipos de fitas. Por isso, é mais indicada em situações que demandam mais elasticidade e exigem menos dureza.
Já as Fitas de mola C67S / 1.1231 têm uma resistência mecânica em nível intermediário. Isso significa que as fitas de mola 1.1231 são propícias para utilizar em grampos, presilhas, arruelas elásticas, e outros componentes industriais que exigem um esforço moderado.
Quando se trata da fila de mola C75S/1.1248, o teor de carbono é maior, o que permite um alcance de nível de dureza mais elevado. Assim, o material é empregado em facas industriais, lâminas, molas que tem maior desempeno e peças que são submetidas a um desgaste prolongado.
Por fim, a Fitas C85S / 1.1269 conta com um teor de carbono maior, superior comparado às demais ligas, o que permite chegar a um nível de dureza elevado. A resistência ao desgaste é considerada excelente, o que coloca essa fita 1.1269 como a melhor opção de desempenho mecânico.
Como selecionar o melhor aço?
A seleção entre as opções de 51CrV4, C60S, C67S, C75S e C85S. deve considerar as condições do trabalho a que serão submetidos. Para o caso de um projeto que demanda mais resistência ao uso contínuo e desempenho excelente em aplicações estruturais, é comum que 51CrV4 apareça como opção considerável.
Já quando o assunto é a fabricação de fitas elásticas, molas planas ou lâminas, os aços C85S, C75S. C60S e C67S aparecem como as principais alternativas, que possuem um nível mais considerável de elasticidade, dureza e resistência ao desgaste.
Em geral, quanto mais carbono o aço possui, como o 1.1248, maior é o seu potencial de dureza após passar pelo tratamento térmico. Por outro lado, esses materiais demandam maior controle quando passam pela conformação e fabricação.
Por que essas fitas molas são importantes na indústria?
O aço mola 51CrV4/1.8159 e as fitas C60S/1.1211, C67S/1.1231, C75S/1.1248 e C85S/1.1269 fazem parte da evolução da indústria, que hoje depende de materiais que ofereçam segurança, potencial para o trabalho repetitivo e vida útil longa.
É exatamente o que esses materiais conseguem atender, cada um com uma aplicação possível, combinando um comportamento de valor quando expostos a esforços cíclicos, além de possuir uma boa resistência mecânica.
Ademais, a durabilidade também é um fator considerável sobre esses materiais, que não oferecem riscos de sofrer falhas por uma fadiga e nem demandam muitos custos de manutenção. Por isso, assegura mais confiabilidade industrial, produção contínua e de qualidade.
Conclusão
Embora esses materiais tenham destinações específicas e atinjam necessidades variadas dentro da indústria, todos possuem um grande potencial de resistência mecânica, dureza, elasticidade. A capacidade de cada um deve ser considerada antes que o material seja escolhido.
Portanto, conhecer as diferenças das propriedades químicas ajuda na seleção do material mais adequado, conforme a exigência do setor industrial a ser aplicado.








