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Zelensky nomeia oficial dos serviços secretos como ministro da Defesa interino

Na quarta-feira, Fedorov demitiu-se do cargo de ministro da Defesa, que ocupou durante apenas seis meses, devido a desentendimentos com o chefe das Forças Armadas

O Presidente da Ucrânia nomeou hoje Yevgeny Khmara, um oficial de carreira dos serviços secretos ucranianos, como ministro da Defesa interino, após a controversa saída do seu antecessor, Mykhailo Fedorov, consumada na quarta-feira.

"Encarreguei Yevgeny Khmara de servir como ministro interino e dar continuidade à reforma do setor da Defesa", disse Volodymyr Zelensky na rede social X, elogiando a "vasta experiência" do oficial no seio do SBU, o serviço de segurança da Ucrânia.

Na quarta-feira, Fedorov demitiu-se do cargo de ministro da Defesa, que ocupou durante apenas seis meses, devido a desentendimentos com o chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirsky, que acusou de procurar dividir a Ucrânia.

“Em vez de procurar uma forma de derrotar a Rússia de forma assimétrica, o que faz parte da missão do comandante em chefe, ele [general Syrskyi] encontrou uma forma de dividir o país em que vivemos hoje”, disse Fedorov.

O agora ex-ministro da Defesa falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa em Kiev, pouco depois de se terem realizado manifestações em várias grandes cidades ucranianas a favor da sua permanência no executivo.

Face a esta situação, Volodymyr Zelensky apelou à preservação da unidade no comando militar.

“Um Presidente em tempo de guerra não devia ter de escolher numa situação destas, honestamente. Desejaria muito vivamente a unidade. Ambas as partes não a encontraram”, declarou o chefe de Estado ucraniano.

Já hoje, as autoridades russas desvalorizaram as mais recentes mudanças no Governo ucraniano, incluindo a saída do ministro da Defesa, com o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, a afirmar que "não importa quem está à frente do Ministério da Defesa ucraniano” e que “o que realmente importa é que haja alguém capaz de tomar decisões que levem a um acordo pacífico”.

Peskov acrescentou que o Kremlin continuará a "monitorizar todas as notícias relacionadas com o regime de Kiev, especialmente no contexto da operação especial", a designação dada por Moscovo à guerra lançada contra a Ucrânia.

"É claro que estamos a monitorizar estas questões, como as reformas e as mudanças no executivo", disse, referindo-se também à nomeação de um novo primeiro-ministro, o antigo diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, confirmado hoje pelo parlamento ucraniano.

A primeira-ministra cessante, Yulia Svyrydenko, 40 anos, que ocupou o cargo durante um ano - assumira funções em meados de julho de 2025 -, demitiu-se oficialmente na terça-feira com o consentimento do parlamento, depois de Zelensky ter anunciado, no passado domingo, a intenção de proceder a uma remodelação governamental, no âmbito de “uma nova estratégia política”.

Julho 16, 2026 . 19:00

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