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Politécnico de Viseu investe 3,2 milhões na ampliação da Escola Superior de Educação

O projeto inclui a requalificação da escola que foi projetada para 300 alunos e hoje comporta 1.500

A Escola Superior de Educação vai ser ampliada, com novas salas de aulas adaptada às novas tecnologias, num investimento de 3,2 milhões de euros (ME) disse hoje à agência Lusa o presidente do Instituto Politécnico de Viseu.

“O projeto inclui a requalificação da escola que foi projetada para 300 alunos e hoje comporta 1.500 e, por isso, havia uma necessidade urgente em ampliar o espaço e criar novas salas já adaptadas a toda uma tecnologia que faz parte do quotidiano e que temos de estar preparados e saber lidar com ela, como é a inteligência artificial”, adiantou José Costa.

O concurso foi hoje lançado em Diário da República para uma empreitada para instalação do Laboratório de Aprendizagem e Inovação com a Comunidade (LAIC) na Escola Superior de Educação de Viseu (ESEV), situada na zona histórica da cidade, e que pertence ao Instituto Politécnico de Viseu (IPV).

Segundo o presidente do IPV, a obra é financiada com cerca de 2,4 ME e resulta de uma candidatura realizada há dois anos, em resposta a uma ‘call’ da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro.

Essa chamada tinha “um bolo total de 15 ME” para candidaturas do ensino superior da região Centro, e a candidatura de Viseu foi aprovada para aquilo que era, inicialmente, um investimento de 2,8 ME.

“Com o passar do tempo, e a inflação, o concurso foi lançado em 3,2 ME e todo o valor que não é financiado é da responsabilidade do IPV”, mas “era um investimento necessário, tendo em conta os desafios futuros, não só das novas tecnologias como também da passagem em breve do Instituto a Universidade”, realçou José Costa.

Esta “ampliação e modernização” da ESEV prevê o reaproveitamento do antigo ginásio, uma vez que o Desporto passou para o Campus Politécnico e, por isso, já está a ser utilizado como sala de aula, criando mais dois pisos, bem como a extensão de uma ala do edifício”.

“Estes novos espaços são todos eles preparados para os desafios futuros das novas tecnologias, com equipamentos e tudo o que é necessário para o desafio da inteligência artificial, os modelos híbridos de ensino, os laboratórios de trabalho, é tudo, é uma outra realidade, até o novo regime de graus e diplomas”, resumiu.

Assim, o LAIC terá “novas salas de aulas, uma Ludoteca multigeracional (tipo ‘makerspace’), um auditório para acolher eventos com uma lotação superior ao existente, que é de apenas 110 lugares” e ainda “uma sala imersiva, três multivalentes”, uma “sala de reuniões e nove para trabalho colaborativo”.

Este novo LAIC tem ainda “a particularidade” de “abrir-se à comunidade, criando oportunidades de novas experiências de aprendizagem, quer no contexto da educação formal, quer no contexto da aprendizagem ao longo da vida”.

“A realidade do ensino superior vai ser diferente, até com os cursos de curta duração, as micro credenciais, ou seja, as opções dos estudantes em termos de ensino superior vão ser outras e nós estamos a trabalhar nisso, são os nossos novos desafios”, admitiu.

José Costa considerou ainda que o ensino superior “é um desafio constante e nunca para” e todo o investimento que tem sido feito “é para o IPV estar preparado e de acordo com as novas exigências” da comunidade académica.

Julho 16, 2026 . 18:15

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