
Muse-IN quer reunir nómadas digitais em museus de Viseu
A Casa da Ribeira está a receber hoje a primeira sessão da iniciativa Muse-IN, desenvolvida no âmbito do Viseu CoLab, que junta os Digital Nomads Viseu e a Interioriza-te.
O projeto propõe a realização de sessões de coworking em museus e espaços culturais da cidade, com o objetivo de aproximar trabalhadores remotos, nómadas digitais, estudantes, freelancers e profissionais criativos dos museus municipais e não só, criando momentos de trabalho partilhado, networking, integração comunitária e valorização do património local, como explicaram, em conferência de imprensa, Pedro Salgadinho, líder da comunidade Digital Nomads Viseu, Gonçalo Costa, organizador de eventos da Digital Nomads Viseu, e Marisa Almeida, gestora de comunidade da Interioriza-te.
O projeto nasceu de uma reflexão sobre a falta de espaços de coworking em Viseu e sobre a necessidade de criar novas respostas para quem trabalha remotamente ou de forma independente, tendo em conta que os cafés, locais habitualmente escolhidos, não oferecem as condições ideais, sublinhou Marisa Almeida, acrescentando que os museus e outros espaços culturais permitem conhecer melhor a história e as tradições da comunidade onde os trabalhadores remotos e nómadas digitais se inserem.
Segundo Gonçalo Costa, que regressou a Viseu após 10 anos a viver em Lisboa, o Muse-IN nasce da ideia de aproximar novas formas de trabalho dos espaços culturais da cidade, promovendo também o convívio entre as pessoas que normalmente trabalham a partir de casa.
“É um encontro com a cultura”, referiu Pedro Salgadinho, explicando que, por questões logísticas, as sessões do Muse-IN irão realizar-se de três em três semanas, em diferentes espaços, de acordo com a disponibilidade, colocando também à prova questões como a dos transportes, já que alguns dos espaços ficam fora da cidade. Todas as sessões começarão com uma visita de 15 minutos ao local, antes do arranque dos trabalhos.
Segurança e custo de vida

O líder da comunidade Digital Nomads Viseu explicou que estão registados cerca de 500 trabalhadores remotos ou nómadas digitais, dos quais a maior parte tem entre 30 e 50 anos. Mais de 40% é de nacionalidade portuguesa, mas de fora de Viseu. A escolha da cidade para viver e trabalhar é justificada com a segurança, com o preço da habitação (apesar de ter subido nos últimos anos, como no resto do país) e um custo de vida ainda relativamente baixo, além de contar com muitos dos serviços necessários (Finanças, Segurança Social) e ser possível andar pela cidade a pé.
“Não é grande como Lisboa, mas é mais dinâmica que outras cidades da mesma dimensão”, admitiu Gonçalo Costa. “É uma cidade que acolhe bem e partir da qual se consegue chegar facilmente a outros pontos do país”, concluiu.







