
Projeto de doutoramento quer usar a dança para comunicar importância dos solos
Depois de ter, no mestrado, trabalhado sobre máscaras descartáveis e a poluição que acarretavam, procura agora levar os portugueses a mais conhecimento sobre os solos ao conciliar os dois ‘mundos’ em que opera com espetáculos artísticos.
“Surgiu esta ideia de tentar juntar as duas coisas, (...) juntando a dança à área da divulgação científica, especificamente no tema do solo”, conta à Lusa a doutoranda.
Ana Catarina Santos, natural de Leça da Palmeira (Matosinhos), quer aproximar o mundo da ciência ao ‘real’, começando por um inquérito que avalia “a perceção da sociedade portuguesa no tema do solo”, tendo já cerca de 150 respostas, mantendo-se aberto ‘online’, com o título “O nosso solo: onde o saber cria raízes”.
“Há um interesse geral das pessoas em relação ao tema, têm algumas noções básicas, contudo existem algumas lacunas de conhecimento, não só quanto a conceitos específicos como em relação à degradação do solo, à importância que tem no ecossistema e na vida”, conta.
Com formação de dança na Escola de Ballet de Leça da Palmeira com ligação ao Balleteatro, continua a dançar, estando a voltar por estes dias após duas lesões no último ano, enquanto está a acabar o segundo de quatro anos de doutoramento.
Ana Catarina Santos é doutoranda de Educação e Divulgação das Ciências e orientada pela professora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Ruth Pereira, contando neste projeto com a coorientação de Cláudia Marisa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), e Sandra S. Soares, da Ciência Viva.
É através das quintas Ciência Viva que espera apresentar espetáculos que levem a literacia do solo para cima do palco e a contactar com quantas pessoas conseguir, também com o objetivo de deixar comunidades mais informadas.
“Estamos numa fase da sociedade em que é cada vez mais notória a importância da educação como ferramenta e arma contra a desinformação, nos desafios que temos, globais, não só em termos ambientais mas também políticos, sociais. (...) Mais do que passar conhecimento por passar, é investir em literacia para empoderarmos os cidadãos a olhar para o seu dia a dia, as decisões a tomar”, comenta.







