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IPMA prevê onda de calor de 8 a 10 dias no país

Temperaturas máximas entre 35 e 44 graus e mínimas noturnas acima dos 20°C afetam principalmente interior e Grande Lisboa

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) estima que uma onda de calor, com duração entre oito a 10 dias, afetará praticamente todo o território continental, exceto algumas zonas do litoral oeste e sul.

Esta situação de tempo quente resulta de uma ação conjunta entre um anticiclone a noroeste da Península Ibérica e uma depressão no norte de África, que transportam ar muito quente e seco para Portugal.

O IPMA destaca que as temperaturas máximas poderão atingir entre 35 e 44 graus Celsius na generalidade do território, enquanto as mínimas noturnas não deverão descer dos 20°C, podendo situar-se entre 25 e 28°C em algumas regiões, incluindo a Grande Lisboa.

Segundo o Instituto, "a excecionalidade deste episódio de tempo quente está essencialmente na sua duração temporal bastante prolongada".

Desde o início do ano, o IPMA contabiliza 59 dias em onda de calor, comparados com 80 dias em 2023 e 74 dias em 2024. O período estival é o que regista maior impacto destes fenómenos.

O período de verão mais marcante em termos de onda de calor foi o de julho/agosto de 2003, com uma duração máxima de 14 dias em março deste ano e 13 dias nas ondas de abril, maio e junho. Naquele verão, foi registada a temperatura histórica de 47,3 graus na Amareleja, no concelho de Moura, Alentejo.

O IPMA regista ainda oito ondas de calor em 2024 e sete ondas de calor nos anos de 2009, 2015, 2017, 2020 e 2023, com diferentes extensões territoriais.

A partir de quarta-feira, os distritos de Évora, Beja e Portalegre estarão sob aviso laranja devido ao calor, que se estenderá a outras regiões na quinta-feira.

Quase 20 concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro enfrentam hoje um perigo máximo de incêndio, e todos os distritos do interior apresentam concelhos com perigo muito elevado.

Em contexto europeu, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reporta mais de 1.300 mortes desde 21 de junho devido à onda de calor, que atinge vários países da Europa Central e Oriental com temperaturas recorde.

A OMS apelou aos países europeus para reforçarem os planos de prevenção e resposta às temperaturas extremas e para integrarem estas medidas nas estratégias de adaptação às alterações climáticas.

Em Portugal, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, manifestou preocupações com a vaga de calor e admitiu que as temperaturas poderão impactar a mortalidade, à semelhança de outros países.

A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores alertou para o aumento do risco de afogamento devido à subida das temperaturas e apelou à inclusão deste risco nas mensagens de aviso à população.

Junho 30, 2026 . 20:00

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