
CIM reforça cuidados de saúde na região através da telemonitorização
Decorreu ontem, na Casa do Adro, a apresentação do projeto “Telemonitorização de Pessoas Idosas e Doentes Crónicos com 5G”, uma parceria estratégica entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, a Unidade Local de Saúde Viseu Dão-Lafões e o Centro Distrital do Instituto da Segurança Social de Viseu.
O projeto visa incrementar o acompanhamento, sobretudo em zonas de baixa densidade populacional, de pessoas seniores e doentes crónicos, através da monitorização remota da saúde. Os objetivos passam por melhorar o acesso aos cuidados de saúde, reduzindo deslocações; garantir acompanhamento contínuo e preventivo; reforçar a articulação entre os setores da saúde e social; promover o envelhecimento ativo e a autonomia dos utentes; testar soluções tecnológicas baseadas em 5G em contexto real; aumentar a eficiência dos serviços de saúde e reduzir internamentos evitáveis; e produzir conhecimento que apoie futuras políticas públicas de saúde digital e coesão territorial.
Financiado pelo PRR, contou com um financiamento de 148 mil euros para dar resposta aos desafios do envelhecimento da população, da dispersão territorial e das dificuldades de acesso aos cuidados de saúde. O investimento global abrange 62 mil euros em equipamentos de telemonitorização, o projeto disponibilizará relógios inteligentes, oxímetros, tensiómetros, termómetros, balanças digitais, glicómetros, pulseiras SOS com deteção de quedas e tablets com conectividade 5G, permitindo a recolha remota e contínua de dados clínicos.
De 17 de fevereiro ao corrente mês, o projeto monitorizou 63 doentes, fez 17.944 medições e gerou 1.848 alertas clínicos relevantes. O tempo médio de resposta foi de 11,6 horas para abertura e análise inicial de um alerta e uma compliance de 60,3%.
Na sessão de apresentação estiveram presentes João Azevedo, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, secretário executivo da CIM, António Sequeira, da ULS, Neusa Festas, representante do Centro Distrital da Segurança Social de Viseu, e Marco Almeida, vice-presidente da CIM.
Envelhecimento da população obriga a este tipo de projetos
Para João Azevedo, “este é o melhor exemplo que podemos dar naquilo que é o trabalho da nossa comunidade, em rede com a saúde, com o setor social, com os municípios, e, naturalmente, que este projeto piloto representa o trabalho de proximidade que nós temos que fazer, estar muito atento às nossas debilidades territoriais. A questão social e a questão da saúde é fundamental e o envelhecimento da população obriga-nos a ter projetos desta natureza”.
O presidente da CIM deixou agradecimentos aos técnicos que lançaram o projeto e aos parceiros “que se associaram na promoção da saúde e da proteção aos mais vulneráveis”.
Nuno Martinho salientou que a CIM “privilegia projetos que tenham uma lógica de cocriação dentro das várias plataformas de trabalho que temos, e o sucesso do projeto depende desse processo de cocriação, do envolvimento em rede de todas as entidades desde o primeiro momento”.
Referiu que o projeto nasceu de um problema que “foi identificado”, que lançava “desafios concretos na nossa região: o envelhecimento da população”.
No seu entender, apesar de ser um projeto “de pequena dimensão financeira”, apresenta “resultados muito práticos na vida das pessoas”, porque “o território e as suas características não pode ser uma barreira no acesso aos serviços de saúde”.
Concluiu dizendo que acredita que a iniciativa pode vir a ser uma referência não só a nível nacional como europeu.
António Sequeira destacou que a ULS “estará sempre disponível para projetos desta índole” e que tudo fará “para convergir nos esforços da CIM e dos seus municípios para se garantir a prestação de cuidados de saúde à população”.
Por sua vez, Neusa Festas salientou que o projeto “explora soluções inovadoras no acompanhamento de pessoas com vulnerabilidade e está alinhado com o nosso plano de saúde”.
No final, os parceiros procederam à assinatura do protocolo de cooperação e cedência de equipamentos.








