
Câmara abre concurso para infraestruturas de cibersegurança após ataque informático
O procedimento foi publicado hoje em Diário da República e o prazo para apresentação das propostas termina às 17:00 de 02 de julho.
“O primeiro concurso tinha ficado deserto, pelo que abrimos novamente por cerca de meio milhão de euros. Esperemos que desta vez possa ser adjudicado para reforçarmos o armazenamento informático que necessitamos no município”, disse o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, à agência Lusa.
O prazo de execução do contrato é de 36 meses.
Este é o primeiro concurso público que a autarquia tenciona lançar este ano para repor e modernizar os sistemas informáticos do município após o ataque informático ocorrido em fevereiro.
O caso ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária estava a efetuar buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço para recolher elementos de provas, no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político.
Quatro meses depois, as consequências nos serviços municipais ainda não foram totalmente resolvidas.
No total, a Câmara da Guarda estima gastar dois milhões de euros em cibersegurança e tecnologia informática.
Na reunião do executivo de 13 de abril, Sérgio Costa admitiu que a autarquia não tem verbas para o efeito e que está à procura de fontes de financiamento para fazer face a investimentos que são necessários “a curto e médio prazo”.
“A Câmara da Guarda precisa de fazer este investimento de dois milhões de euros, só que até agora as fontes de financiamento são muito parcas ou nulas”, acrescentou Sérgio Costa.
Na altura, o município decidiu suspender os prazos nos processos urbanísticos “até à reposição integral das condições técnicas necessárias ao normal funcionamento”, o que ainda não aconteceu.








