
TAP vai permitir remarcar voos sem custos em bilhetes emitidos até 15 de junho
A TAP Air Portugal vai isentar a taxa de alteração em todos os bilhetes emitidos até 15 de junho, permitindo aos passageiros remarcar voos sem custos adicionais.
A medida aplica-se a todos os mercados onde a companhia opera e visa oferecer “uma camada adicional de confiança no momento de planeamento das viagens”, informou esta sexta-feira a transportadora aérea.
A remarcação deverá ser realizada dentro da validade original do bilhete e concluída até sete dias antes da partida do voo de ida. A isenção abrange exclusivamente a taxa de alteração; caso a classe de reserva inicial não esteja disponível, a reemissão implicará ajuste de tarifa e taxas.
A TAP recorda que opera mais de 1.250 voos semanais para 88 cidades, incluindo 10 na América do Norte, 15 na América do Sul, 13 em África e Médio Oriente, sete em Portugal e 43 noutros países europeus.
A iniciativa surge num contexto de instabilidade no setor da aviação, marcado pela crise energética na União Europeia e pelas perturbações geopolíticas associadas à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, com impacto no abastecimento e no preço dos combustíveis.
No passado dia 8 de maio, a Comissão Europeia adotou orientações que excluem o direito a indemnização aos passageiros quando o cancelamento de voos resulte da escassez de querosene, por poder ser considerada uma circunstância extraordinária. Bruxelas esclareceu, contudo, que preços elevados dos combustíveis não se enquadram nesse conceito e que não é permitida a aplicação retroativa de taxas adicionais, como sobretaxas de combustível, salvo exceções muito específicas.
Em Portugal, a Galp assegura que não antecipa disrupções no fornecimento de combustível para a aviação nos próximos meses. A petrolífera, responsável por cerca de 80% das necessidades de ‘jet fuel’ dos aeroportos nacionais através da refinaria de Sines, afirma existirem níveis adequados de ‘stock’ e importações já contratadas, com reforço de origens nos Estados Unidos, África Ocidental e Europa.
A empresa indica ainda ter implementado, desde março, medidas de mitigação para reforçar a resiliência do sistema, incluindo monitorização diária da oferta e da procura, antecipação da contratação de cargas e aumento dos níveis de inventário.
Apesar destas garantias, o diretor da Agência Internacional de Energia alertou recentemente que a Europa poderá dispor de “talvez mais seis semanas de combustível para aviões”, admitindo a possibilidade de cancelamentos caso o bloqueio ao abastecimento persista.
Também a Associação das Companhias Aéreas em Portugal afirmou que, para já, não há impacto operacional, mas não exclui cancelamentos de voos e aumento de preços se a crise energética se prolongar.









