
Preparar o Centro para o futuro é a nova aposta do ‘Vê Portugal’
Chega antes do verão para preparar uma receção turística diferenciada. Entre os dias 1 e 3 de junho, o ‘Vê Portugal’ chega a Viseu para mostrar o que “está na moda”: a Região Centro. Património, natureza, pessoas e muito mais, é tudo isto que Viseu promete apresentar numa ‘tríade’ de dias que vai contar com eventos e com visão de futuro, mas focados na dinamização da região e não num ‘centralismo municipal’.
“Não queremos secar ninguém! Viseu está no centro e quer valorizar o centro”. Foi deste modo que João Azevedo, presidente da Câmara Municipal de Viseu avançou com as suas declarações na sessão que decorreu na segunda-feira, em Lisboa.
Detalhando que o evento terá mais de 500 pessoas na região e que não são ‘coitadinhos’ que estão isolados, o autarca destacou que os viseenses querem ser “um motor” para dar apoio à região, sempre com olhos postos no seu património e cultura, mas abertos a toda uma região ligada por Viseu.
“Agradecemos a confiança para receber este fórum. É uma aposta na musculação do nosso município e mostra confiança no nosso trabalho”, referiu, adiantando que as Festas de São Mateus terão a participação da Turismo de Lisboa, numa clara mostra de “coesão territorial”.
Por sua vez, Rui Ventura, presidente da Turismo do Centro Portugal enalteceu um ‘detalhe’ que o ‘Vê Portugal’ melhor faz: falar sobre o turismo interno. “Este é, certamente, o fórum onde mais se fala sobre o turismo a nível interno. Mas como sabemos que, por vezes, as palestras são maçadoras, este ano vamos apostar mais na juventude”. Para isso, vão “chamar os jovens da universidade”, de modo a entender as novas dinâmicas e as suas ideias para o futuro.
“Temos momentos únicos preparados, como o Portugal Lab que promove encontros jovens e ainda momentos ‘be to be’ onde se aposta na partilha de experiências”.
Ainda em destaque estão os diversos momentos que vão elevar o turismo a novos patamares, com painéis únicos que motivam uma expressão de “esperança” num futuro de sucesso. Esse ‘futuro’, porém, tem alguns entraves que ainda necessitam combate.
“A região centro não pode existir apenas quando há problemas [referindo os incêndios de 2017, 2025 e tempestades de 2026]. Ela tem de ser visitada todo o ano e para isso é preciso saber as suas necessidades”, avalia Rui Ventura.
O responsável da Turismo Centro de Portugal aproveitou o momento para deixar um ‘pedido’ ao Governo para que se apliquem medidas práticas e rápidas para ultrapassar o que se passou primeiro trimestre de 2026 e impedir “desastres” durante o verão.








