
Se reforma laboral fosse votada agora, Chega seria contra
O líder do Chega indicou hoje que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura disse ter a expectativa de que o Governo recue nalgumas das propostas que apresentou porque “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”.
“Portanto, neste momento não pode ter o nosso aval. Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou.
O presidente do Chega voltou a mostrar-se disponível para negociar este dossiê com o Governo e indicou algumas das suas reivindicações, como a descida da idade da reforma para os 65 anos.
O líder do Chega referiu também a greve geral convocada hoje pela CGTP para 03 de junho e considerou que “é o sinal e o sintoma do fracasso do Governo nestas negociações, que de forma intransigente e de forma até indiferente decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico, e é isso que faz falta, e é isso que as pessoas querem”.
E defendeu que “o país não se resolve com greves gerais, resolve-se com avanços, com decisão e com negociação”.








