Última Hora
Inova26 Bannertopo Ate 3105
Pub

“Temos coisas muito boas e estar na BTL é dar dimensão a este território”

Satisfeito com os números do turismo registados em 2025 no território, o presidente da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, aponta a necessidade de tudo fazer para se melhorar e crescer ainda mais

Tradição e charme deram as mãos em Penalva do Castelo para acolher a apresentação de mais uma presença da CIM Viseu Dão Lafões em Lisboa, na BTL. Por sinal, uma edição onde a inovação se afirma no stand, mas também no fim do papel substituído pela oferta digital. Portanto, dois mundos que parecem opostos à partida mas que se uniram de forma perfeita na Quinta da Ínsua.

“Esta iniciativa que se repete nos últimos anos é uma das gavetas para podermos alcançar os números registado em 2025 e que nos dão uma grande responsabilidade”, começou por afirmar o presidente da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, para quem “os números são muito bons”, mas que ainda podem ser melhores.

Reconhecendo que “um decisor público tem que aproveitar aquilo que é a qualidade dos recursos que existem nas instituições através de políticas públicas, municípios, comunidade intermunicipal”, o autarca sublinhou que “depois existe o setor privado que faz, investe a acredita e também ajuda a que este território seja mais forte”.

João Azevedo Btl
"Temos coisas muito boas e portanto a nossa função é amplificar, dar dimensão e publicitar bem este território”, disse João Azevedo

“E depois temos o turismo, todo este espaço magnífico tem que ser promovido e para isso tenho a convicção profunda de que a Bolsa de Turismo de Lisboa é o maior certame de divulgação das nossas peças territoriais no país”, admitiu, elogiando o stand preparado que representa “um salto de grande qualidade que acompanha naturalmente a evolução nos territórios”.

Defendendo que o território vai ter que acompanhar esse desenvolvimento com projetos desta natureza, não só na BTL, mas noutros sítios que estão espalhados pelo país e pelo mundo para poder juntamente com as políticas públicas, com os investimentos privados associados a estratégia da comunidade intermunicipal”, para ter este ano e no próximo ano “mais turistas, mais dormidas, mais economia, mais emprego, mais força territorial”.

“Porque o resto nós temos, qualidade, tradição, cultura, história, a panela de ferro, a cozinha rústica. Temos coisas muito boas e portanto a nossa função é amplificar, dar dimensão e publicitar bem este território”, avisou, reconhecendo que “só se pode crescer cada vez mais se existirem boas políticas públicas que os 14 municípios devem assumir acompanhados naturalmente pela direção executiva”.

Aplaudindo o setor privado “que está sempre presente para poder dar respostas e acreditar naquilo que se vai fazendo”, João Azevedo sublinhou o “papel decisivo da comunicação social na promoção, sendo uma área fundamental para a competição em território e para se poder amplificar a marca”.

“Vamo-nos ver certamente todos em Lisboa na BTL e depois certamente que iremos ter iniciativas em todos os concelhos polarizados com grande respeito por cada território dando a devida vénia a cada presidente de câmara e a cada população que vive nos 14 municípios”, prometeu o presidente da CIM.

Btl Diogo Rocha
“O primeiro momento que vamos ter é uma mesa representativa, quase desenhada como se fosse uma paisagem da região e com alguns ingredientes”, avançou Diogo Rocha

“Não vamos levar uma receita. Mas sim uma memória”

“Este ano não levamos uma receita à BTL. Vamos levar uma memória. Uma decisão muito simplista mas muito mais provocatória”. O chef Diogo Rocha, embaixador do território e um dos rostos de Viseu Dão Lafões na BTL nos últimos anos, confessou que a eterna vontade de levar sempre tudo “é muitas vezes um problema, nomeadamente, para os cozinheiros”.

“O primeiro momento que vamos ter é uma mesa representativa, quase desenhada como se fosse uma paisagem da região e com alguns ingredientes”, avançou Diogo Rocha.

A aposta deste ano prende-se com a vontade de apresentar uma receita que não tem de ser festiva, porque a história do território faz-se do dia a dia.

“E por isso escolhemos fazer um prato que nem é de festa, uma caldeirada, que até já nem se faz muito porque cada vez temos menos tempo e a caldeirada precisa de tempo”, explicou, reconhecendo que “este território ainda consegue oferecer tempo a quem o visita, a que cá está, a quem cuida das coisas, a quem cozinha”.

E com esta caldeirada a que se irá juntar a carne, algumas leguminosas, legumes, a batata, o azeite e, obviamente, o vinho do Dão que não pode faltar, Viseu Dão Lafões mostra o muito do que é o seu território.

“O nosso bairrismo tem a ver muito também com a diferença que caracteriza este território e que é uma riqueza para a sua promoção. Nós temos aqui uma cozinha de interior, de montanha, de bom produto o que é para mim importante defendermos”, afirmou, adiantando que quer continuar a ser embaixador do território, enquanto representação daquilo que é hoje a cozinha que se faz na região.

Orgulhos do trabalho desenvolvido num dos principais setores da economia da região, Diogo Rocha reconheceu que felizmente, mesmo os clássicos estão a melhorar, se calhar pela capacitação de serviço, de preocupação com a forma como se serve o vinho, por exemplo.

“Coisas que às vezes vão acontecendo de forma cirúrgica mas que estão a ter resultado no território e isto é importante para nós”, confirmou. 

Fevereiro 19, 2026 . 20:15

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right