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Segunda volta das eleições presidenciais marca nono dia da campanha

A segunda volta das eleições presidenciais e os eventuais apoios dos candidatos, nomeadamente com Cotrim Figueiredo a não excluir votar em André Ventura, marcou hoje a campanha eleitoral, que entrou na última semana

O nono dia da campanha para as eleições presidenciais começou com João Cotrim Figueiredo a revelar, no distrito de Castelo Branco, que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja, não exclui o apoio a qualquer candidato, incluindo André Ventura.

“Não excluo qualquer candidato, mas teria de fazer uma reflexão profunda”, admitiu o candidato apoiada pela Iniciativa Liberal, considerando que “o André Ventura dos últimos quatro dias (…) moderou o discurso e parece um político diferente”.

Em resposta, o presidente do Chega e candidato presidencial André Ventura disse ver "com naturalidade" um eventual apoio de Cotrim de Figueiredo numa segunda volta contra José Seguro, mas criticou o liberal, classificando-o como um bloquista "de fato e gravata".

"Vejo a declaração do João Cotrim de Figueiredo com naturalidade, de que, como é provável, eu esteja na segunda volta e o [outro] candidato seja o António José Seguro, que esses apoios possam manifestar-se e que isso possa acontecer. Eu também procurarei evitar ao máximo que haja um presidente socialista", afirmou André Ventura em Vila Real.

Em Arouca, no distrito de Aveiro, Henrique Gouveia e Melo disse não estar surpreendido com um eventual apoio de Cotrim de Figueiredo a André Ventura, na segunda volta, e afirmou que já nada o surpreende, pois já viu acontecer todo o tipo de estratégias.

“Já não fico surpreendido com nada [..]. Já vi desde umas eleições que deveriam ser presidenciais transformarem-se em umas eleições, quase, umas segundas legislativas, e já vi todo o tipo de táticas e estratégias. Portanto, já nada me surpreende”, afirmou.

Também Jorge Pinto disse que o entristece, mas não surpreende, ver Cotrim de Figueiredo a não excluir o apoio a Ventura numa segunda volta, acusando o liberal de abdicar dos seus princípios por calculismo.

“Se há alguém que tem falado contra a nossa democracia é André Ventura. Que João Cotrim de Figueiredo esteja confortável com isso e que assuma que poderia votar nele, a mim entristece-me, mas na verdade não me surpreende, porque os pontos de contacto entre João Cotrim de Figueiredo e a Iniciativa Liberal e o Chega e André Ventura, são vários”, afirmou o candidato apoiado pelo Livre, em Lisboa.

Já Luís Marques Mendes disse estar preparado para mais quatro semanas de campanha e acusou Cotrim de Figueiredo de ter admitido a inutilidade de votar em si.

“Cotrim de Figueiredo, ao dizer o que disse, está no fundo a reconhecer que não vai à segunda volta. Está a reconhecer aquilo que muita gente diz, que um voto na candidatura da Iniciativa Liberal é um voto inútil, inútil, porque não vai passar à segunda volta, porque não vai ganhar”, afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP no final de uma visita à feira de Paredes.

No Seixal, Catarina Martins voltou a apelar ao voto por convicção no domingo, afirmando que “está tudo em aberto” para uma eventual segunda volta, na qual assegura que votará “sempre contra a indecência”.

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda voltou a afirmar que “está tudo em aberto”, mas antecipou que no caso de não ser um dos dois nomes a votos nessa segunda volta, há opções que exclui à partida, ao contrário de João Cotrim Figueiredo.

Em Elvas, António Filipe optou por afirmar que a segunda volta das eleições presidenciais só existe depois de contados os votos da primeira volta que se realiza no domingo.

António José Seguro, que hoje contou com o apoio do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos, mostrou-se contente com este apoio e sublinhou que se junta a outros que vêm da direita ou do centro e que todos são bem recebidos.

Já sobre se o apoio da esquerda à sua candidatura tem ficado resolvido ao longo da campanha, Seguro defendeu que “só estará resolvida com o voto no dia 18” e aproveitou para voltar a um apelo à concentração de voto que tem feito ao longo destes dias.

Frases da campanha eleitoral

“Comigo podem ter certeza de uma coisa. O interesse comum e o interesse do Estado estarão sempre à frente dos interesses privados.”

Henrique Gouveia e Melo, candidato presidencial

11-01-2026

“Esta é a candidatura que não desiste, porque aqui ninguém desiste do país que queremos construir, do futuro melhor que queremos construir, dos direitos dos trabalhadores, do futuro e do presente da juventude.”

Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, num comício de António Filipe em Lisboa

11-01-2026

“Já critiquei [Donald Trump] várias vezes, voltaria a criticar. Eu, ao contrário da esquerda, não tenho ditadores, nem tenho presidentes de preferência.”

André Ventura, candidato apoiado pelo Chega

11-01-2026

“As ameaças que hoje impendem sobre a Gronelândia são um enorme desafio à coesão da NATO e podem, inclusivamente, ser a sua sentença de morte.”

João Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela IL

11-01-2026

“Quantas armas é que precisamos de colocar nas mãos de generais norte-americanos para nos sentirmos mais seguros? Alguém que diga que isto é um absurdo e que seja Portugal.”

Catarina Martins, candidata apoiada pelo BE

11-01-2026

“Nós queremos que Cotrim de Figueiredo seja feliz, seja feliz a cumprir o seu mandato em Bruxelas porque é aquilo para que foi eleito e que jurou cumprir.”

Nuno Melo, presidente do CDS-PP, num comício da campanha de Marques Mendes, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego

11-01-2026

“Não podemos brincar com a nossa credibilidade em termos internacionais. Lembrem-se do que aconteceu entre 2011 e 2005, que a coragem e o patriotismo de Passos Coelho foram absolutamente decisivos para ajudar a recuperar Portugal.”

Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD/CDS-PP

11-01-2026

“O extremismo e o radicalismo não são solução, são parte do problema e eu sou o candidato moderado que está em melhores condições de passar à segunda volta.”

António José Seguro, candidato apoiado pelo PS

11-01-2026

“Portugal nasceu como uma democracia política e uma democracia social. E se André Ventura é um candidato que nós sabemos e não temos o direito de o ignorar, porque vemos o que é que fazem os seus comparsas pelo mundo fora, os ‘Trumps’ e os ‘Bolsonaros’, um candidato que seria capaz de destruir a democracia política. João Cotrim Figueiredo tem intenções de fazer o mesmo com a democracia social.”

Rui Tavares, porta-voz do Livre, num comício de Jorge Pinto em Coimbra

11-01-2026

“Ora, aqui estamos com o nosso Ronaldo, o almirante Gouveia e Melo. Tenho mesmo para mim que o próprio primeiro-ministro – e não estou a ironizar - gostaria de estar aqui hoje, porque ele gosta de estar entre os melhores.”

Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, num comício de Gouveia e Melo em Ponte de Lima

11-01-2026

“António José Seguro faz-me lembrar muitas vezes aquele professor que, vendo diariamente na sua escola um ‘bully’ - um agressor - e uma vítima vai lá e diz ‘façam as pazes, deem as mãos’ e logo vira as costas e deixa que a situação se resolva por si mesma. Ela não se vai resolver por si mesma. É preciso um professor, é preciso um Presidente da República que seja firme e que diga esta situação não pode continuar.”

Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre

11-01-2026

“Não se deixem enganar, se um dia estiverem numa situação difícil, se este país tiver de passar outra vez por uma situação difícil, não é com essa gente que os senhores vão sair. Não é a dar aulas de culinária nas redes que vão conseguir salvar-se de situações difíceis no futuro. Não é fazer pinos e a vestir luvas de boxe que vão salvar-se no futuro.”

Henrique Gouveia e Melo

11-01-2026

“António José Seguro tem a experiência política que Henrique Gouveia e Melo não tem; a independência face ao Governo que Marques Mendes não tem; o compromisso com a defesa da Constituição que André Ventura e Cotrim Figueiredo nunca terão e a possibilidade de vencer que António Filipe, Catarina Martins e Jorge Pinto não têm.”

Pedro Nuno Santos, ex-secretário-geral do PS, em publicação nas redes sociais

12-01-2026

“O André Ventura dos últimos quatro dias eu ainda não conheci. Moderou o discurso e parece um político diferente.”

João Cotrim Figueiredo

12-01-2026

“A política precisa de decência. Eu votarei sempre contra a indecência e a selvajaria.”

Catarina Martins

12-01-2026

“Se há alguém que tem falado contra a nossa democracia é André Ventura. Que João Cotrim Figueiredo esteja confortável com isso e que assuma que poderia votar nele, a mim entristece-me, mas na verdade não me surpreende, porque os pontos de contacto entre João Cotrim Figueiredo e a Iniciativa Liberal e o Chega e André Ventura, são vários.”

Jorge Pinto

12-01-2026

“E eu acho que a convergência à esquerda deve ser feita num candidato de esquerda. É isso que eu tenho transmitido e vou continuar a transmitir (…). Entre mim e António José Seguro, o candidato de esquerda sou eu.”

António Filipe, apoiado pelo PCP

12-01-2026

“A direita tem maioria nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, tem maioria nas autarquias, tem maioria na Assembleia da República, tem maioria no Governo e, portanto, é fundamental equilibrar os pratos da balança e quem pode ser o fiel da balança é o António José Seguro.”

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, numa ação de campanha em Fafe

12-01-2026

“Vejo a declaração do João Cotrim de Figueiredo com naturalidade, de que, como é provável, eu esteja na segunda volta e o [outro] candidato seja o António José Seguro, que esses apoios possam manifestar-se e que isso possa acontecer. Eu também procurarei evitar ao máximo que haja um Presidente socialista.”

André Ventura

12-01-2026

“Meus queridos adversários, mantenham a calma, não tentem interpretar as palavras que eu não disse como a assunção de alguma coisa que não seja. Qual é a dúvida desta frase? Não excluo nenhuma hipótese, incluindo André Ventura, incluindo Seguro, incluindo Manuel João Vieira, incluindo não apoiar ninguém.”

João Cotrim Figueiredo

12-01-2026

“Já não fico surpreendido com nada [..]. Já vi desde umas eleições que deveriam ser presidenciais transformarem-se em umas eleições, quase, umas segundas legislativas, e já vi todo o tipo de táticas e estratégias. Portanto, já nada me surpreende.”

Henrique Gouveia e Melo

Janeiro 12, 2026 . 20:30

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