
Câmara evita corte de luz e culpa anterior executivo, que contesta a acusação
A Câmara Municipal de Tabuaço anunciou que promoveu uma reunião de caráter urgente com a empresa fornecedora de energia Luzboa, motivada pelo risco imediato de suspensão do fornecimento de eletricidade em serviços municipais. “Esta situação resulta de um problema alheio ao atual executivo, que se deparou com a existência de faturas pendentes, que por serem posteriores ao termo contratual, não podem ser pagas pelo município”, adiantou a autarquia.
O novo executivo, liderado pelo presidente José João Patrício (PS), atuou “no sentido de resolver um problema que se vinha a arrastar e que colocava em causa o normal funcionamento dos serviços públicos”.
Na reunião, foram definidos procedimentos internos para assegurar que, durante esta fase de transição até ao lançamento do novo concurso público para a aquisição de energia, todas as faturas serão tratadas de forma atempada e conforme a lei, evitando novas situações de risco.
“A reunião permitiu reforçar a confiança entre as partes e demonstrar, pessoalmente, o compromisso e a seriedade deste executivo na resolução do problema. O município agradece à empresa a postura compreensiva e de boa-fé ao não avançar com o corte de energia, mesmo existindo o pedido formal de cancelamento do fornecimento”, referiu a autarquia.
A Câmara Municipal de Tabuaço reafirma, assim, “o seu compromisso com a transparência, o rigor e a boa gestão, assumindo sem hesitação a resolução dos problemas deixados pelo passado e garantindo a estabilidade dos serviços municipais”.
Executivo anterior manifesta repúdio pela falta de rigor
Os vereadores da oposição manifestaram o seu “firme repúdio pela forma e pelo conteúdo da comunicação efetuada numa plataforma oficial e institucional do município”.
“Consideramos inaceitável que, sob o pretexto da “resolução de um problema”, se procure construir publicamente a perceção de abandono, desleixo ou irresponsabilidade que não correspondem à verdade dos factos”, enfatizaram os vereadores Leandro Macedo e Anabela Oliveira.
A publicação do município, na sua página na rede social Facebook, “promove uma interpretação enganosa dos factos, ao lançar, de forma implícita, dúvidas sobre a gestão do anterior executivo”, acrescentaram, requerendo à câmara informações sobre os montantes em dívida, período de emissão e de vencimento de cada uma das faturas, a data de celebração do último contrato com a entidade fornecedora de eletricidade e respetivo período de vigência e término.
“A boa gestão não se afirma através de comunicados: demonstra-se pela verdade, pelo rigor e pelo respeito institucional. A transparência começa por não distorcer factos nem instrumentalizar processos administrativos para fins políticos”, concluíram os vereadores.








