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Detido homem indiciado de integrar rede criminosa de fraudes com criptomoedas

A investigação está a cargo da Polícia Judiciária

O homem detido pela Policia Judiciária (PJ) em Sintra, na semana passada, por burla informática e nas comunicações, entre outros crimes, está “fortemente indiciado” de integrar uma rede criminosa de fraude de criptomoedas, segundo o Ministério Público.

Em comunicado, publicado na página na Internet da Procuradoria da República da Comarca de Portalegre, o Ministério Público indicou que o homem, de 27 anos, foi presente a primeiro interrogatório judicial na quinta-feira.

O arguido está indiciado pela prática dos crimes de burla, burla informática e nas comunicações, branqueamento, falsidade informática e acesso ilegítimo, pode ler-se.

E, nos autos, segundo o MP, considerou-se que o homem se encontra “fortemente indiciado” de integrar uma estrutura criminosa organizada, especialmente vocacionada para a prática de fraudes relacionadas com criptomoedas, operando através de uma plataforma fictícia de investimentos, mediante a qual logrou apropriar-se de quantias monetárias de forma ilícita.

Após o interrogatório, o Tribunal de Portalegre determinou que o arguido fosse libertado, sob termo de identidade e residência, obrigação de apresentação semanal à força de segurança da área de residência, proibição de aceder a plataformas digitais de conteúdo financeiro e obrigação de entrega do seu passaporte.

A investigação está a cargo da PJ, sendo o inquérito dirigido pelo MP de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre.

Contactada pela Lusa, fonte da PJ revelou tratar-se do mesmo homem que foi detido em Sintra, no distrito de Lisboa, na semana passada, por aquela polícia de investigação criminal.

Na sexta-feira passada, em comunicado, a PJ anunciou a detenção do indivíduo, no âmbito da operação “Fluxo Nr1”, liderada pela Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica, na sequência de pedidos de colaboração internacionais.

“Embora o suspeito resida em Portugal, continua a manter ligações a estruturas que operam internacionalmente de forma modal e multifacetada, orientadas para a criação e gestão de plataformas fictícias de investimento”, salientaram então as autoridades portuguesas.

Segundo a PJ, a rede procura identificar e explorar “vulnerabilidades em potenciais investidores” e desenvolvem “mecanismos de ocultação de fundos, causando avultados prejuízos financeiros a inúmeras vítimas em diferentes geografias”.

“Na sequência de uma busca domiciliária, foram apreendidos diversos dispositivos informáticos e recolhido um vasto acervo documental e digital, demonstrativo da atividade ilícita praticada pelo suspeito”, acrescentou a PJ, dando conta que o processo foi conduzido pela Procuradoria do Juízo de Competência Genérica de Ponte de Sor.

Novembro 24, 2025 . 20:45

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