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“Vila Nova de Paiva escolheu e decidiu avançar e acreditar num futuro melhor”

No seu discurso de tomada de posse, que decorreu hoje em Vila Nova de Paiva, Paulo Marques definiu três áreas prioritárias para o novo mandato: água, zonas industriais e o investimentos inscritos no Portugal 2030

No seu discurso de tomada de posse, Paulo Marques definiu três áreas prioritárias para o seu segundo mandato: a água, as zonas industriais e o cumprimento do Portugal 2030, com 3,7 milhões de euros negociados para investir no concelho.
Sobre a água, a preocupação será com o abastecimento, a monitorização, a modernização e o controle de perdas. O autarca anunciou que já enviou uma carta ao secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, a recordar o que prometeu no concelho, porque “em campanha não vale tudo e ele ao prometer a barragem fê-lo mais do que como dirigente partidário, como membro do Governo”.
Sobre as zonas industriais, afirmou querer concretizar os planos que existem para o alargamento da Zona Industrial de Vale do Forno, para que as empresas se instalem “o mais rapidamente possível”. Alargou o âmbito à área empresarial de Vila Cova à Coelheira, que terá de ser infraestruturada condignamente. “A criação de empregos será, sem dúvida, um fator de crescimento do nosso concelho, a fixação de pessoas e de famílias, o que naturalmente trará muitos benefícios para todos”, asseverou.
Em relação ao Portugal 2030, vincou que não é só “uma prioridade, é também uma obrigação para com as instituições locais, regionais e nacionais e um fator de desenvolvimento decisivo para o nosso concelho. São 3,7 milhões de euros negociados para investir nas nossas terras”.
Sobre o início do segundo mandato, Paulo Marques referiu que “há quatro anos, plantámos uma semente que germinou em mais votos e em mais mandatos, o que levará a mais progresso e desenvolvimento, a ainda melhores condições de vida e mais projetos, obras e reconhecimento regional e nacional”.

 

Loja do Cidadão paivense abre no próximo ano

O autarca paivense salientou que no primeiro mandato se transformaram necessidades em realidades, dando como exemplo a recuperação de edificado, como foram os casos da escola, da GNR, da Casa das Caldeirinhas, do Centro Saúde Antigo, do edifício de apoio à Biblioteca. Enalteceu o trabalho efetuado nas freguesias, na rede viária e acessibilidades, anunciando que a câmara conseguiu concorrer ao aviso-convite dirigido ao município para a criação da Loja do Cidadão, “que no próximo ano estará em funcionamento e transformará de vez um edifício esquecido e devolu­to num ponto central da vila”.
Destacando que a autarquia “foi é e será sempre o instrumento do bem comum e para servir a comunidade”, Paulo Marques diz ter “uma equipa renovada, coerente e com o espírito combativo” para enfrentar o futuro, sempre acolitado por “uma juventude atenta, solidária, reivindicativa e com um manifesto autárquico sério que levamos a sério e que é para cumprir”.
“Esta tomada de posse é também a tomada de posse de todos quantos acreditaram em nós, quantos sabiam que este era o lado do bem e de quem quer fazer o bem. Porque o bem não se proclama ou se bate no peito. O bem faz-se nas ações concretas, no dia-a-dia, e no espírito coletivo, no sentido de comunidade”, garantiu, realçando a “ótima colaboração” da edilidade com o setor da saúde, da educação e da ação social, em virtude da descentralização de competências, sem esquecer o forte investimento efetuado nas associações locais.
“Nunca apostámos tanto e nunca receberam tantos fundos para concretizar os seus projetos, porque as associações são parte fundamental das nossas políticas de desenvolvimento e do desenvolvimento de cada localidade, por mais pequena que seja”, enfatizou.
Na madrugada do seu segun­do mandato, Paulo Marques parte confiante no trabalho de equipa que constrói com os presidentes de junta, porque, no seu entender, “estes quatro anos apenas provaram que somos capazes de fazer mais e melhor e que precisamos de mais tem­po para reforçarmos ainda mais esta aposta ganha nas juntas de freguesia”.
Os próximos quatro anos “trarão desafios diferentes e que exigirão o melhor de nós, mas contamos com todos, sem deixar ninguém para trás”, adiantou, acrescentando que “o concelho decidiu e escolheu avançar, progredir e acreditar num futuro melhor”.
Paulo Marques, a terminar, asseverou que pretende concluir o seu trabalho na autarquia daqui a oito anos, para colocar Vila Nova de Paiva “no lugar onde merece, devolvendo a cada pessoa a capacidade de sonhar, de quer mais, de exigir mais”.
“Nós estamos para ficar e não duvidem que vamos deixar a nossa marca bem vincada neste concelho”, concluiu.

 

Ramo de flores para Cristina Lacerda Pires

A presidente da Assembleia Municipal cessante, Cristina Pires, recebeu um ramo de flores do autarca paivense, que referiu ter sido “um privilégio estar contigo nestes últimos quatro anos, pela tua imparcialidade e dedicação à causa pública”. Por sua vez, no seu discur­so, Cristina Pires agradeceu a todos os deputados que consigo trabalharam, tendo em vista “o bem maior do nosso concelho”. Salientou que “servir esta terra foi um enorme privilégio e um dos maiores desafios da minha vida”, garantindo no final que parte “com a certeza que o futuro de Vila Nova de Paiva está em boas mãos”.

 

Lamento pela má relação com os bombeiros locais
Paulo Marques confessou que tem pena que a maior associação do concelho esteja “de costas voltadas para a câmara”, revelando que em quatro anos não quiseram reunir connosco mais do que uma/duas vezes”.
“Nós sabemos que a instituição bombeiros é uma instituição, por norma, politizada, aqui e em qualquer ponto do país, mas desta vez esmeraram-se. Direção e comando unidos contra quem aprovou o maior pacote de apoios sociais do país para os bombeiros, apostou em reforçar meios com camião cisterna, com novas unidades locais de proteção civil, com gabinete técnico florestal reforçado, que vai construir um centro municipal de proteção civil, adquirir uma máquina de rasto e contra quem se preocupou com os operacionais e as suas necessidades, oferecendo ginásio e novas camaratas”, sustentou o autarca.
Paulo Marques defendeu que não deveriam ser apenas os políticos a ter limitação de manda­tos, e que essa obrigatoriedade também se deveria estender às associações.

Outubro 25, 2025 . 20:00

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