
Pedro Mouro aposta na mobilidade, acessibilidades e projeção do concelho
Depois de vários anos como vice-presidente da autarquia, sempre com Vítor Figueiredo como líder do executivo municipal, Pedro Mouro chega agora à desejada presidência, depois de ter vencido as autárquicas no concelho a 12 de outubro.
O presidente eleito, que irá tomar posse no dia 30 deste mês, sustentou que este “novo ciclo” conterá “uma faceta de continuidade”, na medida em que ele e o seu vice-presidente, Nuno Almeida, faziam parte dos executivos anteriores.
“Haverá sempre uma linha de continuidade para fechar alguns ciclos de obras que ainda estão pendentes, há alguma execução, nomeadamente do PRR e do quadro comunitário 2030, algumas obras que já estavam projetadas, nomeadamente o novo quartel dos bombeiros e várias requalificações na cidade”, garantiu.
Pedro Mouro destacou que, porém, o seu primeiro mandato terá sempre um cunho pessoal.
“Este mandato vai ter um cunho pessoal desta nova equipa, do novo executivo, com algumas áreas a carecerem de uma intervenção mais vincada, nomeadamente a mobilidade, as acessibilidades, uma nova dimensão cultural, uma nova projeção do concelho para outros patamares, para conseguirmos atrair mais gente, mais gente para viver e mais gente para nos visitar”, apontou.
Em termos de prioridade nos primeiros meses do mandato, o autarca elegeu a questão da mobilidade, “para criarmos no concelho de São Pedro do Sul rapidamente uma rede de transportes públicos urbanos”.
A perspetivar o futuro, Pedro Mouro realçou que o projeto eleitoral que apresentou a sufrágio no dia 12 de outubro previa 150 medidas a implementar na próxima década em São Pedro do Sul, reconhecendo que “vai ser nesse âmbito que vamos trabalhar, porque este primeiro mandato será certamente uma ponte para um eventual segundo”.
“Imagino-me a cumprir doze anos ao serviço do município como presidente, porque aquilo que eu fui dizendo ao longo dos últimos tempos é que há um conjunto de grandes investimentos que é necessário lançar e começar a preparar, e muitas das vezes há sempre aquele receio de lançar porque são obras que irão durar muito tempo”, explicou.
Sobre a corrida eleitoral, Pedro Mouro revelou que acreditava e confiava nos sampedrenses e que “o resultado acabou por ser dentro das expectativas que tínhamos porque acreditámos no nosso trabalho, acreditámos no nosso programa e, acima de tudo, acreditámos na seriedade e na boa vontade dos sampederenses”.
Nova ponte sobre o Vouga e novos acessos a Viseu
Entre essas obras de longo prazo, Pedro Mouro deu como exemplos uma nova ponte sobre o rio Vouga, uma nova acessibilidade a Viseu e a Vouzela, e um centro de artes e espetáculos, “que são obras que não se conseguem concluir em quatro anos, mas que é preciso começar a preparar, os projetos, a definição dos locais de intervenção, e, portanto, por isso é que são obras para uma década”.
O presidente eleito entende que são “grandes investimentos para o concelho, mas que são absolutamente necessários, independentemente dos anos que possam demorar, dos anos que cá possamos estar e de quem os venha a inaugurar depois”.
Em relação a um dos grandes emblemas do concelho, as Termas de São Pedro do Sul, o autarca revelou que existe um grande investimento, “de perto de 5 milhões de euros que precisamos de executar rapidamente no âmbito do PRR, estamos a ultimar o projeto e a perceber se o valor que temos é compatível com os custos de mercado que hoje estão associados às obras e é um projeto que visa requalificar todo o balneário Rainha Dona Amélia e os espaços contíguos para que possamos ter ali novas valências e continuarmos a dar cartas e a marcar o ritmo do termalismo em Portugal”.
No setor da habitação, adiantou que estão em execução “alguns fogos no âmbito do Programa 1.º direito e serão essas que iremos executar, vinte e tal apartamentos só para suprir essas necessidades”. Revelou que a autarquia irá fomentar a iniciativa privada, “para que mais construção e mais habitação exista no nosso concelho”.
Em termos de zonas industriais, Pedro Mouro anunciou que vai ser ampliada a de Pindelo dos Milagres e que vai ser requalificada e ampliada a do Alto do Barro, em Bordonhos, “porque há procura, há empresas a quererem instalar-se e portanto nós queremos ter cada vez mais empresários e empresas a funcionar no nosso concelho, sobretudo empresas que vêm de outras paragens e, portanto, esse também é um dos focos deste mandato”.
Sobre o projeto do Centro Municipal de Proteção Civil, que vai avançar após quatro anos de espera, enfatizou que “é um projeto que estou certo que iremos executar nos próximos quatro anos, que vai dar outra dimensão aos bombeiros, ao Serviço de Proteção Civil e sobretudo irá permitir uma maior garantia de segurança à nossa população na salvaguarda dos seus interesses, porque tudo o que sejam infraestruturas para melhorar a qualidade de vida e a segurança dos sampedrenses nós estamos cá para ajudar”.
Pedro Mouro também elogiou o “bom funcionamento e o bom relacionamento” existente entre as três corporações de bombeiros do concelho, Voluntários de São Pedro do Sul e Santa Cruz da Trapa e o Corpo Voluntário de Salvação Pública, não havendo também nada a apontar na sua relação com a autarquia.








