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Autarca revela que Centro Municipal de Proteção Civil era "um anseio antigo"

Autarca Vítor Figueiredo considera que o recente despacho do Governo viabiliza um anseio antigo da autarquia, população e das duas corporações de bombeiros locais, que irão usufruir de melhores condições

O processo foi moroso mas o seu final foi a contento de todos, município, população e bombeiros locais. O ainda presidente da autarquia de São Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, a poucos dias de abandonar o cargo, lamentou os quatro anos de espe­ra pelo tão desejado despacho do Governo que viabiliza a construção do Centro Municipal de Proteção Civil, mas admitiu que se trata de um projeto muito importante para o seu concelho.

“Só peca por tardia esta decisão, porque o processo já tinha começado há alguns anos, quan­­do adquirimos o terreno, executámos o projeto e conseguimos o financiamento do Portugal 2030, mas as coisas não andavam precisamente pela parte burocrática. O terreno estava situa­do em zona REN – Reserva Ecológica Natural e era necessário uma série de pareceres, nomeadamente da CCDR, da Agência Portuguesa do Ambiente e da E-Redes, mas felizmente tudo acabou em bem através do despacho do ministro da Economia e da Coesão Territorial e do secretário de Estado do Ambien­te”, referiu o autarca.

O futuro centro municipal albergará as duas corporações de bombeiros da cidade, os Voluntários e o Corpo Voluntário de Salvação Pública, que há anos laboram em edifícios com parcas condições de trabalho.

São Pedro Do Sul
O município sampedrense anunciou que o Governo aprovou o projeto, que estava parado em virtude do Plano Diretor Municipal.

“Essa será mais uma vantagem, porque ambas estão em edifícios já muito antigos e sobrelotados, as acessibilidades são más e já não têm espaço para os veículos, até há uma série de veículos de bombeiros na rua. Com este projeto, conseguiremos albergar os dois corpos de bombeiros com condições tanto para a parte dos veículos como também para o pessoal”, garantiu.

Nesta altura, falta apenas o parecer da Proteção Civil Nacional para se avançar para a candidatura. A obra estava orçada em 2,5 milhões de euros há quatro anos, quando se iniciou o processo, mas o seu valor terá necessariamente de ser revisto.

“É claro que agora, com o aumento dos custos de materiais e da mão de obra, é provável que seja muito mais de 2,5 milhões e poderá até ultrapassar os 3 milhões de euros”, vaticinou o autarca.

Vítor Figueiredo já não estará à frente da autarquia quando a obra for lançada, mas, como salienta, “o mais importante é que São Pedro do Sul possa crescer, independentemente de quem lance ou inaugure as obras”. Revelou, todavia, que nesta altura estão 60 obras em execução no concelho, um “legado” que deixará para o seu sucessor, recordando que em 2013, quando assumiu funções, “havia apenas uma obra em execução”. Entre as obras que ainda serão lançadas, destacou a estrada que liga Sul ao São Macário e a recuperação da antiga escola primária de São Pedro do Sul, obra que foi contemplada com meio milhão de euros recentemente.

Ao fim dos três mandatos autárquicos permitidos por lei, garante que sai de “consciência tranquila”, tendo em conta que foram investidos “muitos milhões que conseguimos ir buscar aos fundos comunitários em virtude das candidaturas que efetuámos”.

Reconheceu que “não teríamos conseguido executar tantas obras apenas com o dinheiro da autarquia, porque quando entrámos em 2013 havia uma dívida de 26 milhões de euros, mas conseguimos abater parte dela e fazer as obras que candidatámos”.

O autarca sustentou que se registou no concelho uma gran­de evolução nos últimos doze anos, algo que é reconhecido “por toda a gente”.

“São as pessoas que nos dão os parabéns, os nossos clientes das Termas, os emigrantes, que reconhecem tudo o que foi feito, as grandes obras, mas também ao nível da água e do saneamento, obras que não se vêem mas é onde se gasta o dinheiro. Tivemos de dar o salto e fizemos mais nestes 12 anos ao nível da rede de saneamento do que alguma vez foi feito. Fico feliz por ver as pessoas reconhecerem este trabalho”, concluiu.

“Entendo que dei um contributo valioso ao concelho”

Vítor Figueiredo abraçará, a partir do dia 30 deste mês, o cargo de presidente da Assembleia Municipal. “Estive durante doze anos num cargo de poder executivo e vou passar agora para um com poder deliberativo, que terá apenas cinco reuniões por ano. Mas é uma forma de me sentir útil à minha terra e de, ao fim ao cabo, ir acompanhando aquilo que se vai fazendo no concelho de São Pedro Sul”, referiu.

Questionado sobre um potencial regresso daqui a quatro anos, rejeitou essa possibilidade, dizendo que “entrei numa situação de reforma e quero usufruir dela, até porque fui um servidor público desde os meus 17 anos, tenho neste momento 50 anos de serviço público que prestei à comunidade e penso que, com mais os próximos quatro anos na Assembleia Municipal, já dei um contributo valioso ao concelho. Agora, é altura de outros, mais novos, fazerem tanto ou mais do que eu ”. Todavia, não descartou a hipótese de fazer parte da di­reção de uma qualquer ins­tituição, até porque “já fui abordado por diretores de duas instituições que me queriam ver lá”.

Outubro 21, 2025 . 14:00

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