
“Ano após ano, a FICTON tem-se tornado cada vez mais atrativa para a região”
Qual é a importância da feira para dinamizar e fortalecer a economia do concelho?
O certame é muitíssimo importante, estamos a falar da Feira Industrial e Comercial de Tondela, que tem principalmente como objetivo a dinamização da nossa indústria e comércio. Nesta 31.ª edição, vamos manter a sua principal natureza, que é uma mostra do nosso comércio e indústria, abrindo as portas a outros concelhos, principalmente na área do artesanato. Vai decorrer novamente espaço da Feira Semanal (Parque Urbano 2.ª Fase), ambos locais com características muitíssimo boas para a realização de certames desta natureza.
Quantos produtores e expositores estarão presentes?
Teremos perto de 200 expositores ligados aos vários setores, setor industrial, comercial, serviços, agricultura, artesanato, a doçaria também e o ramo automóvel. A edição de 2025 contará com um número recorde de stands. Ano após ano, a FICTON tem-se tornado cada vez mais atrativa e a mudança de espaço permitiu-nos aumentar a capacidade e, portanto, todos os anos tem vindo a crescer o número de expositores e participantes.
Como tem sido a adesão do movimento associativo à edição deste ano?
Mantemos a mesma estrutura de termos um espaço dedicado às associações, que é o espaço das tasquinhas, onde as pessoas podem aproveitar e tomar uma refeição, conviver e depois a seguir ir ver os espetáculos. Junto a esse espaço, mantém-se também um espaço mais dedicado às crianças, o espaço infantil, e depois, à semelhança do que aconteceu no ano passado, vamos ter o espaço ‘Ao Sabor’, onde vamos promover a nossa gastronomia e os nossos vinhos.
Quais são as grandes diferenças entre a atual FICTON e as edições realizadas no espaço anterior?
A grande mudança que houve foi, precisamente, o facto de ser um espaço muito mais amplo, agradável, aprazível, que permitiu uma melhor fruição das pessoas tornando-se muito mais segura, agradável, calma, sem grandes confusões de público e dificuldades na circulação, algo que acontecia com grande frequência no antigo espaço, quando havia artistas de renome. Neste espaço, conseguimos ter uma zona identificada para uma participação mais sossegada do evento e depois temos uma zona de espetáculos com características também fantásticas para os concertos. Atualmente, temos uma melhor disposição dos espaços, permitiu-nos ter espaços distintos, com a proximidade de algumas áreas que são fundamentais, nomeadamente a área dedicada às crianças. O espaço infantil fica localizado numa zona mais próxima dos pais, junto às tasquinhas, e, com esta localização, permite-se uma supervisão diferente dos pais sobre as crianças que estão ali no espaço, evitando, assim, a divisão da família ou alguma dificuldade na gestão familiar da participação e da presença na FICTON. O local dos concertos tem boa visibilidade, com uma área completamente diferente, permitindo um maior número de espetadores e muito maior segurança. Depois, nesse espaço, também temos os tradicionais bares, e as dimensões e a disposição nesta área da FICTON permite também uma boa fruição do público que está a ver o espetáculo, não havendo, de alguma maneira, colisão ou interferência com o público que quer ter outro tipo de vivências, estar nas tasquinhas, ver os stands, ver o comércio, ir ao espaço ‘Ao Sabor’ provar a nossa gastronomia, ver o nosso artesanato e, portanto, o facto de termos aqui uma área diferente, uma área muito maior, permite-nos dispor as várias áreas na FICTON de uma forma diferente.
Este ano, houve inclusivamente um reforço da segurança...
A questão da segurança é um dos principais aspetos que nós, ao longo do tempo, temos vindo a melhorar. E é nessa perspetiva de melhoria e de reforço que este ano vamos ter um reforço das condições de segurança e proteção aos visitantes e aos participantes no certame. Será colocado no recinto um posto de socorro permanente, que vai ser dotado de recursos humanos e técnicos capazes de dar resposta imediata a uma situação de emergência médica. Nos períodos de maior afluência, vamos ter um reforço deste dispositivo, com a presença de uma equipa médica, um apoio médico especializado, de maneira a garantir, depois, a eficácia e a prestação dos cuidados de saúde, caso venha a ser necessário.
A FICTON quer assumir-se, cada vez mais, como um certame familiar?
Este certame é bastante atrativo para toda a região, para todo o nosso distrito, mas de uma forma especial para a região sul do distrito, e o facto de ter condições muitíssimo adequadas à participação da família torna-se também muito atrativo, porque é esse o público-alvo ao qual nós queremos chegar. A elaboração e a escolha dos artistas e a definição do programa também têm em linha de conta essa vertente do certame. E este ano, mais uma vez, temos um cartaz muito dedicado à família e também à participação das associações, à participação das freguesias, à participação, no fundo, de todos, que é o que nós queremos.
E o que é que destaca da programação deste ano?
Como cabeças de cartaz, vamos ter a Daniela Mercury (hoje), Lon3r Johny (amanhã), Badoxa (dia 13), Augusto Canário e Miss Cindy (14), Gipsy Kings by Diego Baliardo (15) e Os Quatro e Meia (16). É um cartaz muito eclético e intergeracional, dedicado a várias gerações, que visa atrair diversos tipos de públicos. A par dos concertos, este ano teremos pela primeira vez, um encontro de bandas filarmónicas, integrado nos 123 anos da Sociedade Musical Tondelense, e vamos ter, no dia das freguesias, uma novidade, que é a apresentação de uma peça de teatro, “Tretas no Teia”, Especial Freguesias, pela Arca Alvarim, que é uma adaptação de uma peça de teatro com um guião especial dedicado às freguesias.
A pensar nos nossos emigrantes e a quem aqui reside, teremos duas mesas redondas dedicadas às migrações e à diversidade cultural, em parceria com a Casa do Concelho de Tondela, em Lisboa, e ao tema património e cultura, este com a presença de Pacheco Pereira, entre outras individualidades, nomeadamente, os familiares de Aurélio Soares da Calçada, que é um dos fundadores da Casa do Concelho de Tondela em Lisboa.
Vamos também apresentar a última edição dos Cadernos de D. Jaime e promover as comemorações do aniversário da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, que se associa à FICTON com um programa paralelo, mas inserido nas comemorações do Feriado Municipal. Após as cerimónias oficiais institucionais, serão visitados os monumentos alusivos na cidade, principalmente o Monumento dos Combatentes do Ultramar, localizado na rotunda junto ao nó norte do IP3.
A programação termina no dia 16, feriado municipal. O Dia do Município será celebrado novamente com o aniversário dos bombeiros?
No dia do município comemora-se paralelamente o aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros de Tondela, como também o aniversário da Paróquia de Tondela e, portanto, é um dia cheio de comemorações e de iniciativas, um dia de tributo, de homenagem. Na nossa cerimónia evocativa, vamos atribuir galardões e este ano, de uma forma especial, queremos distinguir os nossos oleiros que ainda estão a trabalhar, como forma de tributo pelo trabalho que eles têm vindo a desempenhar na preservação e na salvaguarda de um património muitíssimo importante para o concelho de Tondela e que recentemente foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Regressando um pouco ao passado, pergunto-lhe qual a memória mais preciosa que guarda destes 31 anos de FICTON?
Todos os artistas que passaram pela FICTON foram marcantes, como a Mariza, Tony Carreira ou Pedro Abrunhosa, e os artistas internacionais. Mas eu não podia deixar de aproveitar esta pergunta para enaltecer aqueles que muitas vezes não têm esta exposição e que contribuem muito para o sucesso da FICTON, que são as nossas bandas e os nossos cantores locais, que animam sempre a primeira parte dos espetáculos, e que dão muito de si ao longo do ano, sempre resilientes, muito participativos, com uma atividade intensa, muitos deles também ajudam e favorecem a participação musical dos mais jovens, formando-os musicalmente. Portanto, eu aproveito a pergunta para deixar aqui o meu tributo àquelas bandas mais pequenas e aos artistas locais, que muitas vezes não têm a possibilidade, a nível nacional, de terem o seu espaço. Portanto, o meu tributo é a eles e aos que nos ajudam ao longo destes 31 anos a fazer a FICTON.









