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“O Perdigueiro” leva a tradição à mesa com sabor a Portugal

Desde 2019 nas mãos de Tiago Figueiredo, o restaurante O Perdigueiro sobreviveu à tempestade da pandemia e afirma-se hoje como uma referência da gastronomia tradicional portuguesa, com pratos como o arroz de míscaros e o cabrito assado aos domingos.

Situado na Avenida Dr. Alexandre Alves, junto à Estrada da Circunvalação, o restaurante O Perdigueiro é um espaço de referência na cidade para quem aprecia a autenticidade da comida tradicional portuguesa. A casa, que remonta aos anos 80, passou por dois proprietários, “um senhor e depois uma senhora”, até ser adquirida, em 2019, por Tiago Figueiredo, atual gerente e alma do projeto.

O mesmo já trazia experiência na restauração, tendo gerido três espaços anteriormente. No entanto, a chegada da pandemia forçou o encerramento de dois desses restaurantes, o que o levou a concentrar-se inteiramente n’O Perdigueiro. “Foi um susto, porque tínhamos acabado de abrir, fizemos uns meses e tivemos de fechar. Foi um investimento muito grande, mas com resiliência, vontade de trabalhar e força, conseguimos aguentar o barco e agora estamos a levantar-nos”, conta.

Um sonho desde criança
Desde cedo que Tiago Figueiredo alimentou o sonho de ter um restaurante de comida tradicional portuguesa — uma paixão que acabou por falar mais alto, apesar do seu gosto declarado também pela cozinha italiana. “Gosto da casa, do estilo da cozinha, do estilo da comida. Sempre foi um sonho”, afirma.

Tal como confessou, o nome do restaurante, “O Perdigueiro”, terá raízes nos primeiros proprietários, ambos aficionados da caça — daí a escolha de um nome ligado a esse universo.

Hoje, o espaço conta com uma equipa de oito pessoas, praticamente a mesma que acompanhava o restaurante aquando da mudança de gerência. “É uma equipa boa, já tem anos de casa, já é uma família, já conhecem os clientes. Isto já é uma família, por assim dizer”, sublinha o proprietário.

Com capacidade para cerca de 90 pessoas, o espaço ganha vida especialmente em épocas festivas e estações específicas do ano. “Somos um restaurante sazonal. Temos muita procura na época dos míscaros — o nosso arroz de míscaros já é um ícone em Viseu — e também na altura da lampreia. Participamos sempre na Rota de Rancho, e no verão temos muitos emigrantes que procuram os sabores tradicionais para matar saudades”, explica.

Os domingos são, por excelência, dias de casa cheia, graças ao já famoso cabrito assado com batatas, servido religiosamente todas as semanas. Mas a ementa tem muitos outros atrativos, entre os quais o arroz de cabidela, o arroz de vinha d’alhos com costelas, os nacos de vitela com molho da casa, filetes de polvo com migas e o apreciado bacalhau à casa. No verão, a estrela é a maionese de camarão caseira, um prato fresco que também conquista os clientes.

Quanto ao futuro, o proprietário mantém-se otimista e com os olhos postos no crescimento: “A expectativa é continuar a cativar novos clientes, a crescer, a inovar um pouco — sem nunca mexer nos sabores nem no espírito do restaurante, que é uma casa tradicional. Talvez alterar um pouco o empratamento ou a confeção, mas sem mudar a essência.”

Julho 8, 2025 . 08:00

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