
43 anos depois, a APCV continua a mostrar que ‘Todas as Pessoas Contam’
A Associação de Paralisia Cerebral de Viseu celebra hoje o seu 43.º aniversário, os 43 anos de dedicação à inclusão social de pessoas com deficiência. Com um percurso marcado por inovação, proximidade com os beneficiários e respostas sociais humanizadas, a APCV renova o compromisso de continuar a transformar vidas com o lema que a acompanha desde sempre: “Todas as pessoas contam”.
Vai nascer o novo Lar Residencial
Neste aniversário, a associação destaca o arranque de projetos estruturantes, como a construção do novo Lar Residencial da APCV, que deverá abrir portas em janeiro de 2026. A nova resposta permitirá acolher cerca de 30 pessoas e resulta de um esforço conjunto, financiado pelo programa PARES 3.0 e com o apoio do Município de Viseu.
Para Armando Torrinha, presidente da direção desde 2019 e com ligação à APCV à quase três décadas, desde 1998, este é um momento simbólico que reflete a evolução da organização e o impacto concreto do seu trabalho. “Temos vindo a construir uma trajetória baseada no planeamento estratégico e na execução rigorosa, mas também ouvindo o impacto que geramos na vida das pessoas. A APCV promove a inclusão ao nível da empregabilidade, da formação e de atividades que aproximam cada pessoa da comunidade”, afirmou.
Em conversa com o Diário de Viseu, o dirigente destacou ainda o reconhecimento que a associação tem recebido nos últimos anos. “Tivemos visitas de deputados da Assembleia da República e de representantes de entidades públicas e privadas, o que confirma a relevância do nosso trabalho. Somos hoje uma marca empregadora inclusiva, comprometida com a promoção da inclusão ao nível do emprega”, vincou Armando Torrinha.
Além do novo lar, está também em desenvolvimento o projeto ‘Prisma’, inserido no programa Parcerias para a Inovação Social, com o Grupo Pestana e o Município de Viseu como investidores sociais. A iniciativa aposta numa abordagem de negócio social para promover a inclusão, com recurso a workshops, laboratórios sociais e ações de mentoria, sempre com foco na avaliação do impacto e sustentabilidade.
Questionado sobre o significado destes 43 anos, Armando Torrinha foi claro: “O know-how interno, a notoriedade das equipas técnicas e a ligação de confiança com os beneficiários facilitaram muito o trabalho da governação. Hoje, mais do que o número de atividades, o que mais importa saber são as mudanças reais que estamos a provocar na vida das pessoas.”
Com os olhos postos no futuro e os pés assentes na comunidade, a APCV continua a sua missão de criar oportunidades, garantir dignidade e reforçar o seu papel como agente ativo na construção de uma sociedade mais inclusiva.






