Os bombeiros de Ceuta convocaram para segunda-feira uma concentração junto à Delegação do Governo de Espanha para exigir “meios, recursos e soluções” perante a crise que afeta a cidade autónoma espanhola.
As forças de segurança de Marrocos travaram hoje uma tentativa de centenas de migrantes, na maioria subsarianos, de entrarem irregularmente na cidade espanhola de Ceuta, indicaram à agência de notícias espanhola EFE fontes securitárias marroquinas.
As primeiras-ministras de Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, criticaram hoje a “imigração descontrolada para a Europa”, relacionando-a com um aumento da criminalidade e da violência sexual, defendendo ainda o aumento do número de deportações.
Espanha anunciou ontem o reforço das equipas de polícia e de meios militares em Ceuta, cidade onde na semana passada entraram em 24 horas de forma irregular 72.000 pessoas oriundas de Marrocos.
Espanha pediu hoje a Itália para levantar os controlos de fronteiras que adotou após a entrada de 72.000 pessoas em Ceuta e ameaçou com "medidas proporcionais" para "proteger a dignidade" dos espanhóis.
O Ministério do Interior marroquino atribui a entrada ilegal de dezenas de milhares de pessoas nas cidades espanholas de Ceuta e Melilla à "conjugação de vários fatores”, destacando-se “a utilização maliciosa do espaço digital”.
Itália lançou na quinta-feira um debate ao defender a suspensão de Espanha do espaço Schengen, na sequência da chegada, nos últimos dias, de dezenas de milhares de migrantes à cidade autónoma espanhola de Ceuta, a partir de Marrocos.
Os trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) iniciam hoje uma greve de quatro dias, contra a “persistência de problemas estruturais que afetam gravemente os trabalhadores e o funcionamento dos serviços”.