Todos os dias tomamos conhecimento de notícias perfeitamente confirmadas que são de tal forma irreais que não se sabe se o melhor é rir ou chorar, sendo que não poucas vezes são notícias ou acontecimentos com origem no mundo da política.
Tenho bastante simpatia pelo ministro da Educação Fernando Alexandre, que no contexto dos diferentes governos que temos tido, considero ser um bom ministro.
Li recentemente no jornal “Público” um texto da deputada socialista no Parlamento Europeu Ana Catarina Mendes a tentar justificar a desastrada política de imigração dos governos de António Costa, com a falta de trabalhadores na economia portuguesa, dando como adquirido e sem crítica que: “Portugal passou décadas a perder população activa,”
Profissionalmente dediquei a minha vida ao sector industrial e continuo a defender a indústria como o sector da economia que melhor pode contribuir para o desenvolvimento económico do País.
Por vezes o primeiro-ministro faz-me lembrar aqueles vendedores de fatos que na minha juventude andavam de feira em feira a vender a melhor fazenda ao mais baixo preço. Apesar de muito jovem já sabia que alguma coisa estava errada na oferta e pensava que seria propaganda a que não valia a pena dar atenção. Agora surpreende-me que ninguém explique ao senhor primeiro-ministro os limites da credibilidade.
O nosso País arrasta-se penosamente entre as nações europeias e onde tudo leva tanto tempo a estudar, depois a decidir e, principalmente, a fazer, que as decisões se perdem no passar do tempo.