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IP quer substituir duas pontes que restringem locomotiva a vapor na Linha do Douro

Empresa esclareceu que, em junho de 2025, foi feito um estudo de avaliação regulamentar das condições de segurança para a circulação da locomotiva a vapor

A Infraestruturas de Portugal (IP) disse hoje que está a desenvolver os projetos para a substituição de duas pontes na Linha do Douro, depois de restrições implementadas em 2025 e que impedem a circulação da locomotiva a vapor.

A edição 2026 do programa do Comboio Histórico do Douro, da CP – Comboios de Portugal, arranca a 06 de junho, com as carruagens histórias rebocadas por uma locomotiva diesel da série 1400 devido a restrições na linha do Douro, já implementadas em 2025, que impedem a circulação da histórica locomotiva a vapor.

Questionada pela agência Lusa sobre estas limitações na circulação ferroviária, a IP disse que está em curso um novo estudo e que se encontra também a desenvolver os “projetos para substituição das duas pontes, prevendo-se a sua conclusão e o subsequente lançamento dos procedimentos de contratação das empreitadas no segundo semestre de 2026”.

A empresa esclareceu que, em junho de 2025, foi feito um estudo de avaliação regulamentar das condições de segurança para a circulação da locomotiva a vapor do comboio histórico nas pontes do Corgo e do Tua, na Linha Ferroviária do Douro.

O estudo, realizado a pedido da IP, teve acompanhamento e apreciação técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Segundo referiu a empresa pública, as conclusões da avaliação indicam que, em ambas as pontes, não se verificam os atuais requisitos regulamentares de segurança, no contexto da circulação da locomotiva a vapor.

“No respetivo relatório de apreciação, o LNEC manifesta concordância com as opções metodológicas adotadas pela IP, designadamente quanto ao modelo numérico das estruturas, às ações consideradas e aos critérios utilizados na avaliação da segurança, validando igualmente as conclusões alcançadas”, explicou, sublinhando que, neste contexto, “mantêm-se as restrições à circulação da locomotiva a vapor do comboio histórico”.

Estas restrições não afetam o serviço ferroviário regular atual, mas obrigam a que a tração do comboio histórico não possa ser feita com recurso à locomotiva a vapor.

Atualmente, adiantou a IP, encontra-se ainda em desenvolvimento novo estudo, decorrente de articulação entre a IP, a CP e a Faculdade de Engenharia do Porto, recorrendo à instrumentação de uma locomotiva, com o objetivo de reavaliar as conclusões do estudo de 2025, tendo por base as medições reais registadas na interação comboio/estrutura.

A edição 2026 do Comboio Histórico do Douro prevê a realização de 51 viagens entre 06 de junho e 18 de outubro.

As viagens, que arrancam na estação do Peso da Régua (distrito de Vila Real) e seguem até Foz Tua (distrito de Bragança), acontecem aos sábados, domingos e em algumas quartas-feiras.

Rebocado por uma locomotiva diesel da série 1400, pintada nas suas cores originais, o Comboio Histórico do Douro integra cinco carruagens históricas do início do século XX, com uma lotação total de 254 lugares sentados.

Ao longo de cerca de três horas, os passageiros viajam no tempo tendo como pano de fundo uma paisagem classificada pela UNESCO como Património Mundial em 2001, numa experiência que conjuga património ferroviário, animação cultural e contacto direto com o território duriense.

Durante o percurso, há música a bordo e paragens estratégicas no Pinhão e no Tua, onde é possível contactar com produtores locais, provar e adquirir produtos regionais e visitar espaços de valorização do património e da cultura do Douro, nomeadamente a oportunidade de visitar o Centro Interpretativo do Vale do Tua.

A CP disse, em comunicado, que o Comboio Histórico do Douro “continua a afirmar-se como uma das mais consistentes ofertas de turismo ferroviário em Portugal, promovendo a utilização do comboio como meio sustentável de descoberta do território e reforçando a notoriedade da marca CP”.

Maio 25, 2026 . 15:00

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