
Luís Montenegro pede apoio para pacote laboral aos jovens do congresso da JSD
“Eu acredito que é também com o vosso apoio, é também com o vosso poder de persuasão, com o vosso foco nos problemas da sociedade e das pessoas, e também com a capacidade de poderem espelhar a nossa visão e a esclarecer as pessoas que nós podemos continuar a transformar Portugal”, apelou Luís Montenegro.
Este apelo saiu no final de meia hora de discurso, em que enumerou as medidas tomadas enquanto governante, como passes gratuitos e investimentos no ensino profissional e nas novas universidades, e imediatamente a seguir a destacar algumas das alterações do novo pacote laboral.
Luís Montenegro falava em Viseu, na sessão de encerramento do XXIX Congresso da JSD, que contou com a participação de cerca de 600 militantes que ouviram o primeiro-ministro defender as medidas do governo.
“Eu termino dizendo-lhes. Não se deixem acorrentar pelas discussões, muitas vezes mediatizadas, mas são discussões de uns para os outros, dentro de essa mediatização”, apelou.
Montenegro acrescentou para que não “se deixem acorrentar, e muito menos vencer, pela maledicência das redes sociais, por uma visão que tanto penaliza a liberdade de pensar, porque querem impor, quase que à força, uma linha de raciocínio e uma linha de pensamento”.
“Eu não estou a dizer que não se valorizam, estou a dizer é que não nos deixemos acorrentar por lógicas de influência, às vezes, até externa das linhas de reflexão de pensamento e, muitas vezes, até das linhas de decisão”, afirmou.
Isto, porque, justificou, Luís Montenegro, “os políticos mais fracos decidem com base nessas perceções”.
O primeiro-ministro, que marcava presença como presidente do PSD, discursou praticamente sempre na qualidade de governante.
“Nós temos convicções, nós temos uma visão, nós temos um caminho. O nosso caminho é mesmo termos uma sociedade mais aberta, com mais igualdade de oportunidades, uma economia mais pujante para podermos ter depois mais justiça social”, afirmou.
No congresso da JSD foi eleito João Pedro Luís que, no seu discurso, dirigiu-se a Luís Montenegro como primeiro-ministro, a quem apresentou o apoio da JSD que agora lidera e falou nos crimes sexuais como “inaceitáveis” na sociedade de hoje.
“A mensagem que o Estado deve passar é de tolerância zero, sem contemplações, este é um crime que a todos nos repulsa e acho que deve ser, mesmo, uma prioridade nacional”, pediu João Pedro Luís.
No final da sessão de encerramento do congresso, os jornalistas esperavam chegar à fala com Luís Montenegro que acabou por sair por uma porta diferente daquela onde era aguardado.








