
Mobilidade será dos “maiores desafios” do Grande Prémio de F1 no Algarve em 2027
O responsável das operações de segurança no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), João Oliveira, reconheceu hoje que a mobilidade será um dos “grandes desafios” da organização do Grande Prémio de F1 que acontecerá em junho de 2027.
“É um dos nossos grandes desafios, porque não temos comboio, nem metro, temos uma única via principal com duas faixas de rodagem para chegar ao AIA, mas só uma para sair, e temos 12 mil lugares de estacionamento, que será reduzido, para receber os mais de 100 mil espetadores que estão previstos”, reconheceu João Oliveira.
Este responsável falava no painel sobre "Grandes eventos – F1" no decorrer da quarta edição do S4 - Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência o Desporto (APCVD).
Este painel contou também com o consultor de planeamento de segurança no Comité de Operações de Segurança e Proteção, no Qatar, Gennadii Korolenko, que, deu como exemplo os grandes eventos realizados naquele país que se prepara para acolher os Jogos Asiáticos em 2030 e candidatou-se a receber os Jogos Olímpicos de 2036.
“Temos uma rede de transportes públicos que na altura do evento é alargada e funciona durante mais horas e temos também um serviço de táxis que trabalha para nós para transportar espetadores diretamente ao evento”, adiantou Gennadii Korolenko.
Uma realidade que não existe no Algarve e, também por isso, João Oliveira alertou para o espetador ter “atenção na hora da compra do bilhete há a opção de reservar” o transporte público que funcionará no decorrer do grande prémio.
João Oliveira avisou que aquando da compra do bilhete, por defeito, não adquire bilhete de transporte e depois terá de estacionar em Portimão ou Lagos, exemplificou.
“O transporte coletivo vai ser privilegiado, até pela sustentabilidade. O transporte individual como Uber ou táxi nem tanto, porque vai ter de deixar os passageiros mais longe, não vai ter acesso ao interior do AIA”, adiantou.
O recinto tem espaço para 12 mil estacionamentos e “será reduzido até sete a oito mil, para pilotos, convidados da F1 e jornalistas e para os autocarros estarem” e as vias de ligação ao AIA “será condicionado ao transporte público” para o evento.
“Estamos a prever 184 autocarros no domingo para transportar 62 mil espetadores, porque esperamos até 105 mil pessoas, já a contar com pilotos, profissionais da F1 e convidados”, indicou.
Ou seja, disse, “é o dobro de espetadores do que recebe o grande prémio de Moto GP” no AIA, que ainda tem “uma característica diferente” já que “muitos vão de mota e isso permite mais flexibilidade”.







