Última Hora
Pub

“O desporto deve ser vivido por todos, em segurança e sem receios de ninguém”

O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna marcou presença na abertura do S4 - Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events, que decorre em Viseu até amanhã

“O desporto deve ser vivido por todos, em segurança e sem receios de ninguém”. Esta foi a mensagem deixada pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, na abertura do S4 - Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events, que decorre em Viseu até amanhã.
Organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência o Desporto (APCVD), o evento junta profissionais, especialistas e organizações nacionais e internacionais ligados à segurança e à organização de eventos desportivos.
“Queremos que as crianças, os jovens, as famílias, as pessoas idosas, todos os cidadãos possam apoiar os seus clubes, apoiar as suas equipas, apoiar os seus atletas, que são eles o centro do desporto, com confiança e com segurança. Quando conseguirmos que isto seja uma realidade, de norte a sul e nas regiões autónomas, podemos afirmar que temos uma política de segurança desportiva que é um sucesso”, adiantou o governante na sua intervenção.
O secretário de Estado reconheceu uma “relação profunda” com o desporto no país e admitiu que “isso aumenta a nossa responsabilidade em proteger aquilo que o desporto representa para a nossa sociedade”. “A nível nacional existem desafios como, por exemplo, a utilização indevida de artigos de pirotecnia, de pirataria ou os episódios de agressão entre adeptos rivais que merecem uma resposta firme da nossa parte”, explicou, revelando que, até ao passado mês de agosto, havia 344 pessoas com medidas de interdição de acesso aos sítios desportivos, sendo que 288 desses adeptos foram condenados só este ano.
“Falar de segurança em eventos desportivos é falar de pessoas. Dos atletas, dos adeptos, dos árbitros, dos dirigentes, dos mais variados players e, particularmente, daqueles que assistem aos eventos desportivos e que direta ou indiretamente interajam com esses eventos desportivos. É falar sobre a responsabilidade coletiva que todos temos em criar ambientes onde as pessoas possam estar livremente, expressar as suas emoções e apoios e participar numa celebração coletiva, sem receio pela sua integridade física, psicológica ou até pela sua dignidade”, defendeu.

“Vivemos hoje um cenário geopolítico complexo e altamente volátil"

“Vivemos hoje um cenário geopolítico complexo e altamente volátil, que requer uma resposta célebre e flexível e onde as ameaças físicas e digitais se fundem em novas formas que temos, em vários casos, dificuldade em reconhecer”, sublinhou.
Paulo Simões Ribeiro deu o exemplo do crime organizado e do fenómeno da contrafação dos artigos desportivos, que são, por normas, as camisolas dos clubes. “Em primeiro, porque é uma prática ilegal e é uma prática desleal, que ameaça a sustentabilidade do desporto, dos clubes visados, das federações, mas também os fabricantes e os patrocinadores que investem tanto no desporto e investem legitimamente. Em segundo lugar, o facto de estarmos perante um mercado ilícito que constitui muitas vezes, e é preciso que não nos esqueçamos, fonte de financiamento de redes criminosas, transnacionais, que se alimentam de mercados paralelos que, por sua vez, alimentam outros tipos de criminalidade”, lembrou.
De acordo com o governante, a organização conjunta do Mundial de 2030, entre Portugal, Espanha e Marrocos, “representa uma oportunidade de afirmação internacional e de desenvolvimento de competências a vários níveis”. “O controlo das nossas fronteiras externas é uma ferramenta essencial para a segurança interna do país, mas também da União Europeia, sendo Portugal, como sabemos, uma das suas grandes fronteiras ocidentais”, acrescentou.
“Conscientes da nossa responsabilidade, Portugal tem vindo a reforçar o investimento na modernização tecnológica, na melhoria das infraestruturas e das condições operacionais, bem como na qualificação e valorização dos seus profissionais. Este caminho que temos vindo a percorrer, torna a gestão de todas as nossas fronteiras mais moderna, mais eficiente e segura e estou certo que estes investimentos operacionais e humanos serão uma mais-valia significativa quando acolhermos este grande evento desportivo”, concluiu.

Outubro 27, 2026 . 15:15

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right