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PS pede audição urgente do ministro da Agricultura

O objetivo é debater “a gravidade da situação do setor agroalimentar”, além da “rutura de comunicação” e falta de respostas que aponta ao executivo.

O PS pediu hoje a audição parlamentar urgente do ministro da Agricultura e Mar e de três confederações para debater “a gravidade da situação do setor agroalimentar”, além da “rutura de comunicação” e falta de respostas que aponta ao executivo.

“O setor agrícola e agropecuário nacional atravessa um dos momentos mais críticos e exigentes da sua história recente, confrontado com graves incertezas operacionais, atrasos dramáticos no pagamento de apoios e uma manifesta incapacidade do Ministério da Agricultura e Mar em dar respostas concretas e atempadas aos agricultores portugueses”, pode ler-se no requerimento do PS ao qual a agência Lusa teve acesso.

O pedido do PS, com caráter de urgência, é para ouvir no Parlamento o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, bem como a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Segundo os socialistas, “em vez de promover o diálogo institucional, o Governo tem optado por uma atitude de autossuficiência e autismo político, recusando escutar os pedidos urgentes das estruturas representativas do setor”.

“A gravidade da situação atingiu um ponto sem precedentes quando as próprias confederações representativas da agricultura nacional se viram forçadas a solicitar uma audiência com caráter de urgência ao Senhor Presidente da República, num ato evidente de redesconto de confiança na tutela governamental e perante o bloqueio absoluto de canais de diálogo com o ministério”, critica o PS.

Para os deputados socialistas, “esta rutura de comunicação ocorre no momento mais inoportuno e crucial possível”, ou seja, quando se discutem na Europa as decisões estratégicas e o futuro dos Fundos Agrícolas Europeus.

“Portugal arrisca-se a perder capacidade de influência, verbas cruciais e a ficar remetido para a irrelevância nas negociações comunitárias por ter um Governo isolado, que não ouve a produção nem articula com os parceiros do setor, pois as confederações, através das suas organizações de cúpula em Bruxelas, defendem o interesse nacional em diversas reuniões e grupos de diálogo”, condenam.

Outubro 1, 2026 . 09:15

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