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Seguro diz que Douro não para de o surpreender e apela à descoberta da região

O Presidente da República desafiou hoje os portugueses a darem uma oportunidade ao Douro, defendendo um investimento estratégico e integrado nesta região e considerando que não há territórios dispensáveis no país.

A bordo de um comboio, na Linha do Douro, onde fez uma viagem entre o Pinhão (Vila Real) e Pocinho (Guarda), António José Seguro afirmou: “O Douro não para de me surpreender”.

“Aquilo que me parece neste momento importante é dizer aos portugueses e apelar: venham conhecer o Douro, venham fazer esta viagem de comboio, é extraordinário. O nosso país, com a dimensão que tem, tem coisa maravilhosas, únicas e esta é, de facto, única no mundo”, salientou.

Durante o percurso, o Presidente da República praticamente não se sentou e foi espreitando pela janela do comboio o Douro: o rio, as vinhas em socalcos e as encostas.

“O interior tem um potencial enorme, é uma terra de oportunidades Eu deixo um apelo muito claro, um apelo a que deem uma oportunidade ao interior de Portugal e uma oportunidade ao Douro”, frisou.

A viagem do Presidente da República de comboio liga dois patrimónios mundiais da UNESCO – o Alto Douro Vinhateiro, que este ano assinala os 25 anos da classificação, e o Vale do Côa, que celebra 30 anos.

Questionado sobre a necessidade de mais investimento neste território e na ferrovia, António José Seguro defendeu que o “investimento tem que ser um investimento estratégico, integrado, não pode ser um somatório de investimentos por mais relevantes que eles sejam”.

“Tem que haver aqui uma gestão integrada, que junte o Estado, autarquias, privados, e que possa resultar num benefício económico e emprego de qualidade designadamente através do turismo”, sublinhou.

Porque aqui, frisou, há aqui o que não existe e outras zonas do mundo que “são estas encostas fantásticas do Douro, este rio lindíssimo que ora estreita, ora alarga nas duas margens”.

Concretamente sobre a ferrovia, disse que “todos os investimentos devem ser considerados, mas deve haver um plano estratégico para que os investimentos alavanquem outros investimentos” e exemplificou com o Alqueva.

“Durante anos e anos reivindicava-se a construção da barragem do Alqueva, muita gente duvidava que fosse rentável, vejam o que o Alentejo beneficiou com a construção da barragem do Alqueva que é uma barragem multifunções: para a agricultura, o turismo, entre outras e isso é bastante relevante”, frisou.

Acrescentou que “é isso que deve ser feito em todos os territórios e também nos territórios do interior”.

“Não há territórios dispensáreis no nosso país, todos podem dar um contributo para a criação de emprego, para a fixação de população, sobretudo dos jovens, e para atrair riqueza através do turismo”, realçou.

A Linha do Douro liga atualmente o Porto ao Pocinho e a reativação até Barca d’Alva é reivindicada há vários anos.

“Já tive oportunidade de falar sobre como vejo a gestão deste investimento e a necessidade de gerirmos o território com inteligência”, acrescentou sobre este assunto.

Depois da viagem de comboio, António José Seguro participa esta tarde na celebração dos 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

Agosto 10, 2026 . 14:45

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